CAMPEÃO

CAMPEÃO

(Swimming Upstream)

2003 , 114 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Russel Mulcahy

    Equipe técnica

    Roteiro: Anthony Fingleton

    Produção: Howard Baldwin, Karen Elise Baldwin, Paul Pompian

    Fotografia: Martin McGrath

    Trilha Sonora: Johnny Klimek, Reinhold Heil

    Estúdio: Crusader Entertainment LLC

    Elenco

    David Hoflin, Geoffrey Rush, Jesse Spencer, Judy Davis, Tim Draxl

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Muitas vezes podemos comparar o cinema à gastronomia. Ou seja, dependendo do prato (ou do filme), teremos grandes prazeres ou grandes indigestões. Neste sentido, o drama Campeão é um belo arroz-com-feijão. Bem temperado, é verdade, mas arroz-com-feijão. Não no aspecto pejorativo da expressão, porque, afinal, quem é não curte um bom arroz-com-feijão? Mas sim no sentido de seu total formalismo, da sua previsibilidade, e na sua forma convencional de contar uma história. História, por sinal, baseada em fatos reais. Tudo é narrado por Tony Fingleton (bem interpretado pelos estreantes em cinema Mitchell Dellevergin e Jesse Spencer, em duas diferentes idades), rapaz que saiu do interior da Austrália para vencer no mundo da natação internacional. Através de uma ótima reconstituição de época dos anos 50 e 60, Tony conta seus problemas de relacionamento com o pai (Geoffrey Rush), sua amizade com os irmãos, sua identificação com a mãe (Judy Davis) e sua trajetória de sucesso nas piscinas australianas. No filme, o rapaz é quase um santo: sofre calado e jamais deixa de ir à luta. Tudo bem que o roteiro foi escrito pelo próprio Tony Fingleton, a partir de um livro que ele mesmo escreveu em parceria com sua irmã Diane, mas afinal cinema é ilusão, não é? E cada um conta sua história como melhor lhe convier.

    O diretor Russell Mulcahy (de Highlander) até que esforça para tirar do filme sua estética de minissérie de TV. Ele busca aqui e ali um ângulo de câmera inusitado, dá mais vigor às cenas de competição dividindo a tela em vários quadros (meio que no estilo de Hulk), mas basicamente fica engessado num roteiro dos mais tradicionais. O ponto positivo fica por conta das interpretações - todas muito convincentes - com destaque para Geoffrey Rush (O Alfaiate do Panamá) e Judy Davis (de Celebridades).

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