CANDY

CANDY

(Candy)

2006 , 108 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia: 02/03/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Neil Armfield

    Equipe técnica

    Roteiro: Neil Armfield

    Produção: Emile Sherman, Margaret Fink

    Fotografia: Garry Phillips

    Trilha Sonora: Paul Charlier

    Elenco

    Abbie Cornish, Craig Moraghan, Geoffrey Rush, Heath Ledger, Holly Austin, Noni Hazlehurst, Roberto Meza Mont, Tom Budge, Tony Martin

  • Crítica

    02/03/2007 00h00

    Escrito e dirigido por Neil Armfield (The Castanet Club), o filme australiano Candy é adaptação do romance escrito pelo co-roteirista Luke Davies, sendo um dos grandes destaques da 30ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

    O longa é protagonizado por Heath Ledger (O Segredo de Brokeback Mountain) e Abbie Cornish (Somersault) que, com uma química envolvente, interpretam o casal apaixonado Dan e Candy. Dividido em três fases - céu, terra e inferno -, o filme mostra, em ordem cronológica, o cotidiano dos jovens recém-casados que, para sobreviverem e sustentarem o vício das drogas, envolvem-se em pequenos furtos e, no caso de Candy, na prostituição. Dan permite que sua esposa venda o corpo, enquanto tenta publicar seus poemas. O porto seguro do casal - não tão seguro assim - é o professor de química gay chamado Casper (Geoffrey Rush). Sob uma indulgente figura paterna, Dan e Candy sabem que sempre poderão contar com sua ajuda, seja financeira ou mesmo para conseguirem as drogas que ele mesmo fabrica.

    Muitos são os filmes que utilizam argumentos semelhantes. Um dos mais notórios entre eles é Réquiem para um Sonho. Porém, Candy é narrado de maneira poética pelo personagem de Ledger. Com enredo sob seu ponto de vista, diferencia-se dos demais por utilizar uma linguagem romântica, sem o apelo violento costumeiro, apenas retratando a realidade e o sofrimento de um jovem casal, destruído aos poucos por causa do vício.

    O drama pode não acrescentar nenhuma notável inovação ao tema, mas a forma competente com que foi dirigido nos envolve em um poema de imagens e ações. O roteiro é simples, com diálogos que dão abertura a interpretações. Em alguns momentos, é cansativo e repetitivo, mas, para quem gosta de emoções, vale a pena superá-los, mesmo que seja para acompanhar a marcante atuação dos protagonistas, especialmente o talento de Heath Ledger, confirmando sua versatilidade dramática.

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