Pôster do filme Capitã Marvel

CAPITÃ MARVEL

(Captain Marvel)

2019 , 126 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 07/03/2019

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Anna Boden, Ryan Fleck

    Equipe técnica

    Roteiro: Anna Boden, Carly Mensch, Gene Colan, Geneva Robertson-Dworet, Liz Flahive, Meg LeFauve, Nicole Perlman, Roy Thomas, Ryan Fleck

    Produção: Kevin Feige, Lars P. Winther

    Fotografia: Ben Davis

    Estúdio: Marvel Studios

    Montador: Debbie Berman, Elliot Graham

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Algenis Perez Soto, Annette Bening, Ben Mendelsohn, Brie Larson, Clark Gregg, Colin Ford, Connor Ryan, DaJuan Rippy, Damon O'Daniel, Danny Wendt, DJ Jenkins, Djimon Hounsou, Gemma Chan, Jude Law, Kenneth Mitchell, Lashana Lynch, Lee Pace, Mckenna Grace, Robert Kazinsky, Rune Temte, Samuel L. Jackson, Vik Sahay

  • Crítica

    05/03/2019 11h00

    Por Daniel Reininger

    Capitã Marvel chega para se tornar a nova cara da Casa da Ideias após os eventos de Vingadores - Ultimato, afinal é esperada uma total repaginação do Universo Cinematográfico da Marvel. Embora o filme procure se distanciar dos outros longas do estúdio, com tom diferenciado, algumas boas surpresas e ótima representatividade, ele deixa uma sensação de potencial desperdiçado, afinal não causa o impacto prometido.

    Não se desanime, isso não significa que o filme é ruim, pelo contrário. Ele possui um belo clima de ficção científica dos anos 90, menos comédia do que os habituais filmes da Marvel e algumas reviravoltas interessantes. O foco é mostrar a origem de Carol Danvers em forma de flashbacks, enquanto ela está em uma missão na Terra, seu local de origem, embora não se lembre disso.

    Com certeza é um dos filmes mais aguardados do ano, até porque todos querem ver a heroína salvar o universo em Vingadores: Ultimato, mas quem é essa mulher? Bem, Carol Danvers apareceu pela primeira vez em 1968 como coadjuvante em Marvel Super-Heroes. Ela é piloto da Força Aérea dos Estados Unidos e, nos quadrinhos, ganha seus poderes após uma explosão misturar seu DNA com a estrutura genética do então Capitão Marvel. Com isso, ela adquiriu capacidade de voo, super-resistência e invulnerabilidade. O filme não segue exatamente essa versão, mas as mudanças não são tão drásticas em tela.

    + Conheça a Capitã Marvel

    Ambientado no ano de 1995, o filme traz a personagem já com poderes e unindo-se ao então agente Nick Fury ( Samuel L. Jackson) em sua missão para impedir os terríveis Skrulls de encontrarem uma arma que pode desestabilizar a galáxia. O bom é que a química da dupla é ótima. Aliás, os coadjuvantes são mais interessantes do que a própria protagonista. Para começar, precisamos destacar a atuação de Ben Mendelsohn mandando muito bem como Talos.

    Sem falar que a amizade da Carol com Maria Rambeau (Lashana Lynch) é um dos pontos altos do filme. A dupla, que poderia muito bem ser um casal LGBTQ+ pela forma como é apresentado (apesar de não ser algo confirmado), garante muita emoção ao longa, além de mostrar três mulheres fortes (a filha de Maria é incrível também) com uma dinâmica ótima. E como não falar sobre Goose, o gato de Carol? O bichano rouba a cena a cada aparição e junto com Nick Fury é motivo de gargalhadas para o público, especialmente no final.

    O longa funciona bem ao evitar grandes explicações sobre o passado do Universo Cinematográfico da Marvel. As novas informações aparecem naturalmente e isso é ótimo para um prólogo. Mérito do roteiro redondo, com poucos furos, boas cenas, diálogos decentes em uma narrativa simples e capaz de sair da mesmice. Curiosamente, até os vilões são interessantes, mas falar demais sobre isso seria dar spoilers, então fiquem atentos a eles.

    As cenas de ação são boas, mas o destaque está naquelas que envolvem naves espaciais. As lutas corpo-a-corpo mereciam um pouco mais de atenção e criatividade, já que ficam um pouco repetitivas. Outro problema é que o CGI escorrega em diversos momentos, com a Capitã parecendo um boneco digital em mais de uma cena, o que é uma pena! Dito isso, a trilha sonora dos anos 90, com Nirvana, Garbage, No Doubt, entre outras, é um ótimo bônus e casa bem com o filme, embora pudesse ter mais cantoras ainda na lista.

    No final das contas, Capitã Marvel é um filme bem pensado para o MCU, mas ainda assim, ele falha ao não cumprir todo seu potencial. Com a divulgação dos trailers e cenas inéditas, a expectativa era de uma produção muito mais divertida. Além disso, o longa poderia apresentar maior relevância na representatividade, ser mais bonito visualmente e ter uma protagonista mais carismática.

    O longa é previsível e deixa uma sensação constante de "Ah, é bom, mas poderia ser melhor" e isso gera frustração até pela expectativa criada em cima da heroína da Marvel. As cenas pós-créditos trazem um ar mais interessante para a trama, mas a verdade é que esse filme não passa de um recheio para explicar quem é a salvadora do Universo em Vingadores - Ultimato, que estreia em abril. E esse longa merecia ser muito mais do que isso.



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