CARAMELO

CARAMELO

(Caramel/ Sukkar Banat)

2007 , 95 MIN.

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 05/06/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nadine Labaki

    Equipe técnica

    Roteiro: Jihad Hojeily, Nadine Labaki, Rodney El Haddad

    Produção: Anne-Dominique Toussaint

    Fotografia: Yves Sehnaoui

    Trilha Sonora: Khaled Mouzannar

    Elenco

    Adel Karam, Aziza Semaan, Gisèle Aouad, Joanna Moukarzel, Nadine Labaki, Sihame Haddad, Yasmine Al Masri

  • Crítica

    05/06/2009 13h54

    Beirute, tempos atuais. Trabalhando no universo supostamente fútil de um salão beleza, três mulheres vivem seus, também supostamente, pequenos problemas do dia-a-dia. A bela Layal (Nadine Labaki) tem sua vida travada por um romance proibido com um homem casado. Repleta de inseguranças e medos, Nisrine (Yasmine Al Masri) demonstra claros sintomas de TPC – Tensão Pré-Casamento. E Rima (Joanna Moukarzel) vive situações difíceis com sua sexualidade.

    A grande amizade e a profunda cumplicidade que une estas três mulheres formam o ponto alto de Caramelo, co-produção franco-libanesa que ganhou três prêmios no Festival de San Sebastian. Nada em Caramelo transparece que sua diretora (e também co-roteirista) é totalmente estreante em longas-metragens. Trata-se da atriz libanesa Nadine Labaki, também protagonista do filme. Simultaneamente, ela consegue dar um show tanto de interpretação, como de direção, ao demonstrar grande segurança na difícil mistura de drama, romance e comédia que se propõe a fazer. E consegue com louvor.

    Sensível, a trama jamais cai no sentimentalismo barato e ainda se dá ao luxo de trabalhar uma interessantíssima plêiade de personagens secundários. Tais como uma dedicada costureira que passou a vida cuidando da irmã mais velha, ou um velho senhor que gosta de usar calças de bainhas curtas.

    Trazendo pontos em comum com o também belo Instituto de Beleza Vênus, Caramelo oferece momentos de grande poesia cinematográfica. Como o “diálogo” surdo da protagonista com um guarda de trânsito apaixonado, dividido pelos vidros e vitrines do salão de beleza e de um bar. E principalmente a tragicômica personagem Rose (Sihame Haddad), que na tentativa de esconder a idade, cria artimanhas para fazer com que acreditem que ela ainda não chegou na menopausa. Um primor de cruel melancolia.

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