CARREIRAS

CARREIRAS

(Carreiras)

2005 , 72 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 22/06/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Domingos de Oliveira

    Equipe técnica

    Roteiro: Domingos de Oliveira

    Produção: Renata Paschoal

    Fotografia: Dib Lufti

    Trilha Sonora: Joaquim Assis

    Elenco

    Domingos de Oliveira, Fábio Florentino, Paulo Carvalho, Priscila Rozenbaum

  • Crítica

    22/06/2007 00h00

    Carreiras, novo filme dirigido por Domingos de Oliveira, não apresenta muita novidade em se tratando do cinema deste diretor carioca, composto por 11 longas-metragens. Seus filmes sempre giram em torno de relacionamentos e nesta produção a espinha dorsal do roteiro não é outra. O maior mérito de Carreiras está relacionado aos bastidores de sua produção. Produzido e distribuído digitalmente, Carreiras não contou com recursos da Ancine. Por isso, tem seu valor como forma de se fazer cinema independentemente sem precisar de apoio de grandes corporações ou mesmo do governo. Custando R$ 35 mil, o filme faz parte de um movimento criado pelo próprio diretor: a BOAA (Baixo Orçamento e Alto Astral) é uma forma de fazer cinema barato no Brasil. Usando tecnologia digital, o objetivo é baratear os custos do cinema para que mais e mais produções como esta "pipoquem" pelo Brasil. Essa proposta de democratização na produção cinematográfica é, definitivamente, a grande contribuição de Oliveira ao cinema brasileiro neste momento. Sua exibição foi realizada primeiramente na TV antes de chegar aos cinemas, complementando o "espírito de protesto" que Oliveira carrega junto ao seu longa-metragem. Num momento em que o cinema brasileiro encontra mais dificuldades em ser visto do que produzido, especialmente em se tratando da produção independente - como é o caso de Carreiras -, trata-se da busca por caminhos alternativos a fim de uma solução para que a produção nacional chegue ao público.

    Na primeira cena de Carreiras, há com um grupo de amigos conversando em uma mesa de bar, nada muito diferente dos outros filmes de Oliveira. Mas eles não são os protagonistas do filme. Na realidade, eles discutem a relação entre teatro e cinema, mais ou menos o que o diretor costuma fazer em seus filmes - um diálogo entre esses dois meios. A história é sobre Ana Laura (Priscilla Rozenbaum) e se passa durante uma madrugada de sua vida. Jornalista de TV, ela quer ser âncora de um telejornal, mas não lhe dão oportunidades porque ela já está nos seus 40. Irritada, cheirando carreiras de cocaína e bebendo uísque sem parar, ela passa a madrugada brigando com Deus e o mundo. Grita ao telefone com os chefes, conta histórias dos bastidores da TV para quem não está muito interessado, briga com o namorado, "enche o saco" do porteiro. Isso durante o filme todo. Eu não sei quanto a você, caro leitor, mas, para mim, ver uma mulher falando sem parar por mais de uma hora não é minha idéia de felicidade.

    Apesar disso, além da proposta do filme, vale destacar a atuação de Priscilla Rozenbaum. Esposa de Oliveira, é ela quem sustenta todo o filme com sua atuação forte e neurótica. Não à toa, foi premiada no Festival de Gramado de 2005 como Melhor Atriz.

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