CASA DA MÃE JOANA

CASA DA MÃE JOANA

(Casa da Mãe Joana)

2008 , 85 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 19/09/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hugo Carvana

    Equipe técnica

    Roteiro: Paulo Halm

    Estúdio: Globo Filmes

    Elenco

    Arlete Salles, Beth Goulart, Cláudio Marzo, José Wilker, Juliana Paes, Laura Cardoso, Malu Mader, Miéle, Paulo Betti, Pedro Cardoso

  • Crítica

    19/09/2008 00h00

    Hugo Carvana tem extenso currículo como ator; como diretor, assinou importantes obras do cinema nacional, como sua estréia, Vai Trabalhar Vagabundo (1973). No entanto, sua veia de comédia, que já se mostrou bastante pertinente no passado, acaba pulsando fraca em seu mais novo trabalho, Casa da Mãe Joana.

    Inspirado numa experiência real - na juventude, Carvana morou com três amigos num apartamento no bairro carioca do Leblon; eles seriam simplesmente Miele, Daniel Filho e Roberto Maya -, o filme imagina como essa turma estaria nos dias de hoje caso tivessem envelhecido e permanecido sob as mesmas condições de vida do passado. No filme, eles são representados por Paulo Roberto (Paulo Betti), Juca (José Wilker) e Montanha (Antonio Pedro), três amigos que vivem de aplicar golpes.

    Quando precisam levantar uma grande quantia em dinheiro para conseguirem ficar com o belo apartamento onde vivem, metem-se numa série de confusões envolvendo três mulheres que entram em suas vidas: a musa imaginária do escritor montanha Dolores Del Sol (Juliana Paes), a mãe de Paulo Roberto, Dona Herly (Laura Cardoso), e a filha de Juca, a jovem sedutora Tainacã (Fernanda de Freitas).

    Tendo como base as diversas confusões nas quais se metem os protagonistas, Casa da Mãe Joana mal chega a fazer o espectador sorrir. São momentos de "vergonha alheia" que não têm fim, do tipo que nem graça tem. Apesar de reunir grandes nomes do cinema brasileiro, diretamente ligados à construção de sua história, Casa da Mãe Joana tem cheiro de mofo: na direção, na narrativa e na composição dos personagens. Por mais que tenha todo um clima de "cinema feito com a turma", o fato de ser um cinema preso demais ao passado faz com que exista um ranço amargo na comédia. No final, o filme mais deprime do que faz rir.

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