CASA DE AREIA

CASA DE AREIA

(Casa de Areia)

2005 , 103 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrucha Waddington

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrucha Waddington, Elena Soárez, Luiz Carlos Barreto

    Produção: Andrucha Waddington, Leonardo Monteiro de Barros, Pedro Buarque de Hollanda, Pedro Guimarães

    Fotografia: Ricardo Della Rosa

    Trilha Sonora: Carlo Bartolini, João Barone

    Estúdio: Columbia TriStar Filmes do Brasil, Conspiração Filmes, Globo Filmes, Lereby Produções, Quanta Centro de Produções Cinematográficas, Teleimage

    Elenco

    Alex Sander, Camilla Facundes, Carlos Henrique Nascimento, Emiliano Queiroz, Enrique Diaz, Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Guilherme Júnior, Haroldo Costa, Jefferson de Almeida Barbosa, João Acaiabe, Jorge Mautner, Luiz Melodia, Nelson Jacobina, Ruy Guerra, Seu Jorge, Stênio Garcia, Urias de Oliveira Filho, Wadson Martins Costa, Zumbi Bahia

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Andrucha Waddington é um dos maiores nomes do cinema de sua geração. Aos 35 anos, é sócio de uma das principais produtoras do Brasil e assina produções de sucesso, como Eu, Tu, Eles (2000). Agora ele apresenta seu novo filme, o épico Casa de Areia, mostrando a saga de uma família de mulheres nos Lençóis Maranhenses em um período que abrange 59 anos.

    A saga começa em 1910. Áurea (Fernanda Torres), casada com Vasco (Ruy Guerra), é praticamente arrastada por ele para os Lençóis Maranhenses a fim de recuperar uma terra que seria dele. No meio daquela areia branca e infinita, ela é obrigada a viver, também ao lado da mãe, a Dona Maria (Fernanda Montenegro) em uma terra que ele teria comprado. No meio do nada, ele constrói uma casa, mas o desejo de Áurea é sair daquele lugar. Grávida, ela não acredita que é o melhor ambiente para criar uma criança. Quando Vasco morre, ela e Dona Maria se encontram presas no meio de tanta areia e é aí que começa a luta dessas mulheres para conseguir sobreviver. Dona Maria sai à procura de um pequeno povoado originário de um antigo quilombo, onde só vivem negros. E assim conhece Massu (Seu Jorge), que virá a ser o grande companheiro das duas.

    As duas Fernandas, mãe e filha, se revezam nos papéis, mostrando por que ocupam papel tão importante na dramaturgia brasileira. Juntas, são um espetáculo, e quanto a isso não há o que contestar. Mais de RS$ 8 milhões foram gastos na produção do filme, que chegou a mudar a estrutura da pequena cidade maranhense de Santo Amaro. As locações são lindas, muito bem aproveitadas pelo diretor de fotografia Martin Trujillo. No elenco, a mais festejada atriz do cinema nacional. Onde o filme peca, afinal? Basicamente, no roteiro que, ao valorizar as imagens ao diálogo, é tão consistente quanto as areias dos Lençóis Maranhenses. Com o perdão do quase-trocadilho, é muita areia para pouca ação. Apesar de se sustentar sobre uma história interessante, o roteiro de Casa de Areia é desenvolvido de forma lenta, tediosa. Os cortes de tempos são confusos e só começam a ganhar mais corpo no final da película. A montagem, de cortes bruscos, incomoda ao invés de situar o espectador.

    Dói meu coração ao dizer isso, mas sejamos sinceros: Casa de Areia é o tipo de filme que tem exatamente tudo para decolar, tornando-se um marco na cinematografia brasileira, mas não o faz por ser inconsistente. Afogando-se na própria vaidade, o filme é uma celebração de tudo que o cinema brasileiro tem de melhor, desde as locações aos atores, passando pela produção, direção e, principalmente, fotografia. No meio de tanta grandiosidade, Casa de Areia se perde ao fazer o básico: contar uma história.

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