CASAMENTO GREGO

CASAMENTO GREGO

(My Big Fat Greek Wedding)

2002 , 96 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Joel Zwick

    Equipe técnica

    Roteiro: Nia Vardalos

    Produção: Gary Goetzman, Rita Wilson, Tom Hanks

    Fotografia: Jeff Jur

    Trilha Sonora: Chris Wilson, Xandy Janko

    Estúdio: Gold Circle Films, Home Box Office (HBO)

    Elenco

    Andrea Martin, Christina Eleusiniotis, Joey Fatone, John Corbett, Kaylee Vieira, Lainie Kazan, Michael Constantine, Nia Vardalos

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    “Você tem uma família esquisita? E quem não tem?” A fala do personagem Ian (John Corbett) resume e explica o sucesso e o fascínio que Casamento Grego tem feito nas bilheterias norte-americanas. Ali, o filme já rendeu a incrível quantia de US$ 160 milhões de dólares, nada menos que 32 vezes o seu custo!
    E certamente boa parte deste sucesso se deve ao fato de todo mundo ter uma família esquisita. E de todo mundo projetá-la nesta deliciosa comédia romântica.

    Os “esquisitos” em questão são os Portokalos, gregos que vivem em Chicago há décadas, mas que mantêm vivas as tradições da terra natal. Símbolos vivos das oportunidades proporcionadas pela América, os Portokalos desembarcaram no Novo Mundo com oito dólares no bolso e hoje possuem um restaurante típico, uma lavanderia e uma pequena agência de turismo. No momento, todos estão preocupados com Toula (Nia Vardalous), a solteirona da família. Aos 30 anos, ela já deveria estar cumprindo seu papel de mulher grega, ou seja, casar-se com um grego e ter muitos filhos gregos, segundo a crença familiar. Mas seus planos são outros. Entre eles, estudar e se aprimorar profissionalmente, objetivos totalmente absurdos para uma mulher, de acordo com o patriarca Gus (Micheal Constantine). A pressão sobre Toula chega a níveis insuportáveis quando ela se apaixona por Ian, rapaz com todas as qualidades e um imperdoável defeito: não ser grego.

    Talvez a história de como o filme foi feito seja tão interessante como a própria história que ele conta. Tudo começou quando a atriz de origem grega Nia Vardalos (que faz o papel principal) foi encorajada por amigos a transformar em texto os hilariantes casos que ela contava sobre sua família. Nia aceitou o desafio e escreveu um monólogo cômico que ela própria passou a interpretar no teatro. Numa das apresentações, outra atriz de origem grega – Rita Wilson – se apaixonou pelo espetáculo e o recomendou a seu marido: Tom Hanks. Hanks viu a peça e decidiu transformá-la em filme. Com um reduzido orçamento de US$ 5 milhões e nenhum ator famoso no elenco, o filme estreou em poucas salas nos EUA e logo foi ganhando a simpatia do público. O boca a boca fez com que cada vez mais salas se abrissem à sua exibição e em poucos meses Casamento Grego se transformou num dos campeões mundiais de rentabilidade em toda a história do cinema, arrecadando US$ 180 milhões. Se esta história não fosse real, seria taxada de piegas por algum crítico mal-humorado.
    Basicamente, quase tudo o que Nia conta no filme é autobiográfico. Até seu marido na vida real – Ian Gomez – faz uma participação, no papel de Mike, o amigo do noivo.

    Bastidores à parte, Casamento Grego é um filme que conquista pela simplicidade. Diálogos afiados, personagens bem construídos, roteiro divertido e ótimo ritmo de direção garantem o humor inteligente, indicado para todas as famílias. Sejam elas gregas, italianas, portuguesas, brasileiras...

    1º de novembro de 2002
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus