CASO 39

CASO 39

(Case 39)

2009 , 109 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 09/04/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Christian Alvart

    Equipe técnica

    Roteiro: Ray Wright

    Produção: Kevin Misher, Steve Golin

    Fotografia: Hagen Bogdanski

    Trilha Sonora: Michl Britsch

    Estúdio: Paramount Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Bradley Cooper, Callum Keith Rennie, Ian McShane, Jodelle Ferland, Kerry O'Malley

  • Crítica

    07/04/2010 09h30

    Após dirigir dois longas de terror na sua Alemanha natal (onde conseguiu, inclusive, um punhado de prêmios em festivais internacionais), o cineasta Christian Alvart foi cooptado pelos EUA. Ali, ainda em co-produção com a Alemanha, realizou Pandorum (que a distribuidora brasileira fez questão de esconder da imprensa, tamanha a fé que colocava no filme) e este Caso 39, co-produzido por Estados Unidos e Canadá. Não deu certo.

    A partir de um roteiro de Ray Wright (do também fraco Pulse, de 2006), Caso 39 mostra a batalha de Emily (Renée Zellweger, a eterna Bridget Jones), uma assistente social que cuida de nada menos que 38 casos a serem investigados sobre maus-tratos contra crianças. Quando seu chefe lhe entrega mais uma investigação (a trigésima nona, como diz o título), ela não tem ideia do que lhe espera: a garota Lily de dez anos (a ótima Jodelle Ferland, atriz canadense de 15 anos que já fez quase 50 filmes), que está completamente apavorada pela brutalidade de seus pais e necessita urgentemente de ajuda do Serviço Social. Ou não? Vai uma dica nada sutil: Lily, na verdade, é apelido para Lillith... Para quem não conhece, vale dar um Google.

    Caso 39 padece de um dos principais males de boa parte dos filmes recentes de terror: falta de imaginação. Tudo bem que o trailer oficial do filme - como tem acontecido muito - faz questão de estragar boa parte das surpresas, mas, mesmo que não cometeu a insensatez de assisti-lo, consegue, rapidamente, antever o que acontecerá. Só para dar uma ideia da fragilidade do roteiro, aquele velho clichê do elemento em perigo que entra no seu carro, fecha as portas e, em seguida, é surpreendido pelo fator causador deste mesmo perigo, fora do ponto de vista da câmera, caprichosamente escondido no banco de trás - além de ser uma das armadilhas mais banais do gênero -, é repetido no mesmo filme duas vezes. Isso sem falar de pequenos subterfúgios rasos utilizados à toa para quebrar o silêncio da cena em busca de “sustos” baratos, como um despertador que toca do nada, por exemplo. Só faltou a famosa cena-clichê do gato atirado sobre a protagonista.

    Desfeito o primeiro “mistério” do enredo, que na verdade não é tão misterioso assim, a trama não se sustenta e acaba se perdendo numa sucessão de mortes pouco convincentes. Nem pode se atribuir muito a culpa do fracasso ao diretor, que faz o possível para tentar sustentar um roteiro desestruturado, mas o resultado final acaba sendo mesmo o de um terror fraco, destinado a cair no rápido esquecimento dos fãs do gênero.

    Provavelmente, por isso, Alvart já fez suas malas de volta para a Alemanha, onde está realizando seu novo filme, 8 Uhr 28, com produção e elenco europeus.

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