CASSETA E PLANETA - A TAÇA DO MUNDO É NOSSA

CASSETA E PLANETA - A TAÇA DO MUNDO É NOSSA

(Casseta e Planeta - A Taça do Mundo é Nossa)

2003 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lula Buarque de Hollanda

    Equipe técnica

    Roteiro: Casseta & Planeta

    Produção: Rômulo Marinho Jr

    Fotografia: Adriano Goldman

    Trilha Sonora: André Moraes

    Estúdio: Conspiração Filmes, Globo Filmes, Warner Bros

    Elenco

    Beto Silva, Bussunda, Deborah Secco, Hubert, Jairzinho, Marcelo Madureira, Maria Paula

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Estamos na era dos resgates. Hugo Carvana tentou resgatar a época das chanchadas da Atlântida com o seu Apolônio Brasil - Campeão da Alegria. Conseguiu só em parte. E agora a intrépida troupe do Casseta & Planeta vem resgatar todo o escracho nacional das antigas pornochanchadas dos anos 70 com o divertido Casseta & Planeta - A Taça do Mundo É Nossa. Uma comédia que, no mínimo, faz o País rir pela primeira vez de um dos períodos mais negros da nossa história: a ditadura militar dos anos 60, 70 e 80. O filme é uma delícia, para quem embarcar nesta louca viagem repleta de nonsense.

    Temia-se que a turma de Bussunda & Cia. repetisse o mesmo erro de Os Normais, ou seja, esticar para a tela grande a mesma estética que garantiu o sucesso da tela pequena. Não repetiram. Felizmente Casseta & Planeta - A Taça do Mundo É Nossa tem roteiro, pique, linguagem e direção de cinema. Não é um especial de TV anabolizado. Ambientada nos anos 70, a história começa com a união de três rebeldes mais ou menos sem causa: o comunista Frederico Eugênio (Bussunda), o vegetariano naturalista Denilson (Helio de La Peña), e o cantor de churrascaria Peixoto Carlos (Hubert), que teima em dizer que todos os grandes compositores populares roubam suas músicas. Eles não têm exatamente uma grande causa em comum, mas mesmo assim resolvem colocar em ação um plano para desmoralizar a ditadura militar: roubar a Taça Jules Rimet, que o futebol brasileiro acabara de ganhar no México. A partir daí, a famosa metralhadora giratória do grupo entra em ação, sem poupar ninguém. Nem militares nem revolucionários. Sobra pra todos, democraticamente. Não é um filme panfletário, nem político: apenas anárquico. Deliciosamente anárquico, com um pé na linha do grupo inglês Monty Pyton (na medida em que seus protagonistas interpretam vários personagens) e outro no escracho das pornochanchadas que dominavam a cena brasileira na época da Jules Rimet.

    Talvez as platéias mais jovens não se sintonizem com algumas referências daquele momento. Talvez eles não reconheçam as presenças especiais de Jairzinho e Carlos Alberto - verdadeiros tricampeões de 1970 - nem riam com a hilariante referência a Fernando Gabeira. Talvez muitos não saibam o que Tony Tornado e a BR-3 representaram para a música daquela época. Talvez. Mas mesmo assim todos os públicos terão bons motivos para rir do filme. Por que, afinal, ninguém escapou da crítica mordaz e ferina que os Cassetas fizeram à pluralidade dos tipos daqueles loucos anos 70. Nem Che Guevara escapou. Segundo o filme, ele está vivo, e só se faz de morto para gerar mais efeito de marketing e vender mais camisetas com a estampa de sua imagem. Casseta & Planeta - A Taça do Mundo É Nossa é daí pra mais.

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