Cássia Eller

CÁSSIA ELLER

(Cássia Eller)

2014 , 120 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia: 29/01/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paulo Henrique Fontenelle

    Equipe técnica

    Roteiro: Paulo Henrique Fontenelle

    Produção: Iafa Britz

    Fotografia: Vinícius Brum

    Trilha Sonora: Cássia Eller

    Estúdio: Migdal Filmes

    Montador: Paulo Henrique Fontenelle

    Distribuidora: RioFilme/ H2O Films

  • Crítica

    23/01/2015 18h16

    A voz de Cássia Eller preenche cada momento do registro do diretor Paulo Henrique Fontenelle (Loki - Arnaldo Baptista) sobre a vida daquela que é considerada uma das cantoras mais controversas da música brasileira. Há uma certa falta de ousadia na forma, mas a qualidade excelente do material conquistado em 4 anos de produção torna este documentário rico, construíndo um relato completo e tocante da artista.

    Está tudo em Cássia: o comportamento rebelde, os problemas na convivência social, as grandes canções, os amigos e amores, os problemas com as drogas. Nada foi suprimido deste relato que soa como homenagem, mas não deixa de lado as polêmicas que a tornaram uma das cantoras de maior personalidade da nossa música.

    O formato é o típico dos documentários musicais, como Simonal - Ninguém Sabe O Duro Que Dei ou Raul - O Início, O Fim E O Meio. Fontenelle traça o caminho percorrido por Cássia do surgimento ao legado, enriquecendo a série de depoimentos dos amigos e da família com algumas das apresentações mais importantes de sua carreira. Entre os entrevistados estão Zélia Duncan, Nando Reis, Lan Lan e, em momentos realmente emocionantes, a mãe da cantora. Há muita sinceridade no filme, algo que os fãs certamente irão aprovar.

    O diretor ainda optou por mesclar aos números musicais alguns trechos de cartas escritas pela própria cantora narrados pela atriz Malu Mader. Outro destaque é o tratamento cuidadoso com as imagens. São vários minutos de apresentações inéditas, algumas delas que mostram pela primeira vez os momentos iniciais da carreira de Cássia

    O roteiro, é bem verdade, constrói uma imagem ufanista de Cássia. Mas, como fugir de um certo exagero ao retratar uma personalidade que assumiu toda a dor e delícia de ser o que é perante uma sociedade ainda viciada em seus preconceitos? 

    "Você pode até achar que me conhece, por me ver por aí, ser meu amigo, até ter transado comigo. Mas você se surpreenderá quando me ouvir cantar", escreveu a própria cantora em trecho exibido no longa. A frase seria pretensiosa se surgisse de qualquer outro lugar. Vinda de uma de nossas cantoras mais originais, soa apenas como uma consideração de alguém que sempre soube aquilo que era: um veneno antimonotonia. 

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