CELEBRIDADES

CELEBRIDADES

(Celebrity)

1998 , 113 MIN.

18 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Woody Allen

    Equipe técnica

    Roteiro: Woody Allen

    Produção: Jean Doumanian

    Fotografia: Sven Nykvist

    Estúdio: Sweetland Films

    Distribuidora: Miramax Films

    Elenco

    Aida Turturro, Allison Janney, Angel Caban, Bebe Neuwirth, Brian McCormack, Bruce Jay Friedman, Celia Weston, Charlize Theron, Clebert Ford, Dee Bartholomew, Donegal Fitzgerald, Donna Hanover, Erica Jong, Famke Janssen, Gigi Williams, Hank Azaria, Howard Erskine, Ingrid Rogers, Jeffrey Wright, Joe Mantegna, John Doumanian, Judy Davis, Karen Duffy, Kenneth Branagh, Leonardo DiCaprio, Leslie Shenkel, Lorri Bagley, Melanie Griffith, Michael Lerner, Michael Moon, Mike Ponella, Murphy Occhino, Ned Eisenberg, Peter Dark, Ralph Pope, Randy Jordan, Ray Cohen, Richard Iacona, Richard Mawe, Rick Mowat, Robert Cividanes, Ron Affif, Sam Rockwell, Stan Persky, Ted Neustadt, Tom Kirchner, Tony Darrow, Tony Tedesco, Victor Colicchio, Winona Ryder, Wood Harris

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Não é de hoje que os filmes de Woody Allen têm tido problemas de distribuição no Brasil. Ovacionados pela crítica e cultuados por um público bastante específico, os trabalhos de Allen não são exatamente grandes sucessos de bilheteria. Até nos EUA existe uma certa má vontade em distribuir melhor os filmes do genial novaiorquino. Por isso, vale a pena festejar – antes tarde do que nunca – a estréia de Celebridades no Brasil.

    Produzido em 1998, Celebridades é uma sátira à superficialidade do showbusiness e às pessoas que gravitam em torno de uma suposta fama vazia, sem conteúdo ou razão de ser. Como quase sempre ocorre nos filmes de Allen, várias histórias se entrelaçam, unindo tipos e personagens impagáveis. Há a modelo famosa (Charlize Theron), o executivo de televisão (Joe Mantegna), a editora de sucesso (Famke Janssen), a atriz ambiciosa (Winona Ryder), o mega milionário (Donald Trump, no papel dele mesmo), o galãzinho drogado (Leonardo Di Caprio) e – claro – o escritor sem rumo na vida vivido por... quem disse Woody Allen errou. Desta vez o papel principal é de Kenneth Brannagh, que faz uma brilhante imitação do próprio Allen.

    Num mundo entulhado de revistas tipo Caras e de programas de TV do nível de Perfil 2000 (não pensem que é só no Brasil que este fenômeno acontece), Celebridades é quase um estudo social deste estranho momento em que vivemos. Mas com bom humor, é claro. O filme é divertido, inteligente, cínico e sarcástico, como têm sido os filmes de Woody Allen em sua fase pós-Mia Farrow.

    Bilheteria? Sem dúvida o roteirista e diretor mais genial dos últimos anos não se preocupa com isso. Se dinheiro fosse sua preocupação principal, ele não teria rodado Celebridades em preto e branco, com um orçamento de apenas 800 mil dólares.


    04 de outubro de 2000
    ----------------------------------
    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus