CELESTE E ESTRELA

CELESTE E ESTRELA

(Celeste e Estrela)

2005 , 96 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Betse De Paula

    Equipe técnica

    Roteiro: Betse De Paula, Júlia de Abreu, Roberto Torero

    Produção: Aurélio Vianna

    Fotografia: Lito Mendes da Rocha

    Trilha Sonora: André Moraes

    Elenco

    Ana Paula Arósio, Carmen Moretzsohn, Dira Paes, Fabio Nassar, Henrique Rovira, Hugo Rodas, Mark Hopkins, Nívea Hellen

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quem freqüenta festivais de cinema sabe que é prática comum o cineasta se apresentar diante da platéia, antes da projeção do seu filme, e dizer algumas palavras sobre sua obra. Em boa parte das vezes, o diretor e/ ou produtor aproveita a oportunidade para deixar bem claro a todos como é difícil fazer cinema no Brasil. São lamúrias e lamentações sobre produção, distribuição, leis de incentivo e exibição que já fazem parte do dia-a-dia do mercado cinematográfico do nosso País. Agora, a diretora Betse de Paula resolveu transformar todas estas lamentações no filme Celeste e Estrela. Mas com uma boa notícia: tudo é feito com muito bom humor.

    Celeste e Estrela narra as dificuldades da jovem cineasta Celeste Espírito Santo (Dira Paes, ótima como sempre) em transformar sua idéia em filme. A burocracia estatal, a captação de patrocínio, as leis de incentivo, os empresários do setor, os políticos, técnicos, roteiristas, enfim, todo o processo é satirizado no filme de Betse. Sempre com simpatia, ironia e sem agressões amargas. Só para dar uma idéia, em determinado momento do filme, Celeste cogita montar sua própria produtora: a Sovaco Produções, cujo slogan seria "uma idéia na cabeça e um projeto debaixo do braço". Numa outra cena, Celeste ouve um diretor de um banco dizer que "nossa empresa não investe em cinema e todo o nosso imposto vai para a nossa própria fundação cultural". Indignada, a protagonista argumenta dizendo saber que o tal banco apóia, sim, projetos em cinema. A resposta vem rápida: "Mas só os dos filhos do dono, dos amigos dos filhos do dono e das namoradas dos filhos do dono." E por aí vai.

    Porém, por tratar de temas tão internos e tão íntimos à classe cinematográfica, Celeste e Estrela acaba produzindo um tipo de humor cifrado, que será compreendido em toda a sua intensidade apenas por quem participa dos bastidores do cinema brasileiro. É, sem dúvida, um filme divertido, até ingênuo, mas que vai interessar a um público bastante restrito. Se ele é autobiográfico da diretora? Bom, para responder a esta pergunta basta dizer que Celeste e Estrela está pronto há praticamente três anos e só agora consegue entrar em cartaz num - minúsculo - circuito comercial. A vida imita a arte, que imita a vida, que imita...

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