CHAMADA DE EMERGÊNCIA (2013)

CHAMADA DE EMERGÊNCIA (2013)

(The Call)

2013 , 95 MIN.

16 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 12/04/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brad Anderson

    Equipe técnica

    Roteiro: Richard D'Ovidio

    Produção: Bradley Gallo, Jeffrey Graup, Michael A. Helfant, Michael Luisi, Robert Stein

    Fotografia: Tom Yatsko

    Trilha Sonora: John Debney

    Estúdio: Emergency Films, Troika Pictures, WWE Studios

    Distribuidora: Diamond Films

    Elenco

    Abigail Breslin, Halle Berry, Michael Eklund, Morris Chestnut

  • Crítica

    09/04/2013 19h16

    A primeira coisa que é preciso ser dita sobre esse filme é que se trata de um thriller funcional. O clima de aflição, angústia e ansiedade esperado pelos fãs de um bom suspense se estabelece com eficiência logo nos primeiros minutos de projeção. O diretor Brad Anderson (de O Operário) é muito habilidoso ao transformar o call center da polícia de Los Angeles num lugar carregado de tensão a cada chamada pedindo socorro.

    A linha cruzada de Chamada de Emergência está no seu quarto final, quando perde verossimilhança até chegar a um desfecho tolo que surpreende o espectador, mas de forma negativa.

    A heroína da trama é Jordan Turner (Halle Berry), veterana operadora do 911 que comete um grave erro ao tentar socorrer jovem cuja casa estava sendo invadida. A tragédia a deixa extremamente abalada e ela resolve abandonar seu lugar na central e torna-se instrutora no curso de formação de novos operadores.

    Como esperado, Jordan será chamado de volta ao dever quando outra adolescente (Abigail Breslin) é sequestrada por um maníaco (Michael Eklund). Até aqui temos um thriller psicológico envolvente, algo digno. Os protagonistas trabalhando em dupla, por telefone, tentando encontrar uma maneira de fazer a polícia encontrar o carro onde a menina esta presa no porta-malas, deixam os nervos do público à flor da pele.

    O roteiro traz ainda algumas surpresas ao longo da trama, adendos advindos da entrada em cena de coadjuvantes que cruzam o caminho do maníaco em fuga. Então chegamos aos 30 minutos finais e aqui tudo desanda. Jordan quebra todas as regras que a ouvimos pregar desde o início do filme e toma uma série de atitudes que dificilmente acreditamos que a personagem seria capaz. As incoerências a levam para o esconderijo do psicopata onde a jovem sequestrada está prestes a ser submetida a um ritual sádico.

    O que vem adiante é algo tão ilógico e implausível - dada a construção do filme até então - que o espectador fica com a sensação de que trocaram de diretor no final do filme. As atitudes de Jordan e da adolescente se afastam tanto da realidade dessas personagens que tem-se a impressão de que não só o maníaco sofre de problemas mentais, mas também as vítimas.

    Chamada de Emergência até vale pelo clima de suspense bem conduzido, mas, inevitavelmente, você vai menear a cabeça ao final com um ar de incredulidade estampado no rosto.


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