CHE 2 - A GUERRILHA

CHE 2 - A GUERRILHA

(Che: Part Two)

2008 , 133 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 18/09/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Soderbergh

    Equipe técnica

    Roteiro: Benjamin A. van der Veen, Peter Buchman

    Produção: Benicio Del Toro, Laura Bickford

    Fotografia: Steven Soderbergh

    Trilha Sonora: Alberto Iglesias

    Estúdio: Guerrilla Films, Laura Bickford Productions, Londra Films P&D, Ministerio de Cultura, Morena Filmes, Telecinco, Wild Bunch

    Elenco

    Aarón Vega, Andrew Petrotta, Antonio de la Torre, Antonio Peredo, Armando Riesco, Bart Santana, Benicio Del Toro, Carlos Acosta, Carlos Bardem, Catalina Sandino Moreno, César Salgado, Christian Esquivel, Cristian Mercado, Daniel Aguirre, Daniel Holguín, Daniel Larrazábal, David Selvas, David Zambrana, Demián Bichir, Diego Ortiz, Diego Salazar, Edgardo Rodríguez, Edison Narváez, Eduard Fernandez, Eduard Sanjines, Eduardo Espinosa, Eitán Vázquez, Enrique Arce, Ezequiel Diaz, Flavio Morales, Franka Potente, Frederic W. Brost, Gastón Pauls, Geischglin Rojas, Giraldo Moisés, James D. Dever, Jesús Carrillo, Jesús Carroza, Jimmy A. Céspedes, Joaquim de Almeida, Jordi Mollà, Jorge Arturo Lora, Jorge Perugorría, José Juan Rodríguez, José Julio Park, José María Piñeda, Juan Carlos Vellido, Juan Salinas, Kahlil Mendez, Lorenzo Ariel Muñoz, Lou Diamond Phillips, Luis Bredow, Luis Callejo, Luis Muñoz, Marc-André Grondin, Marco Antonio, María Cristina Calá, María D. Sosa, Marisé Alvarez, Mark Umbers, Martín Bello, Matt Damon, Miguel Antelo, Miguel Villarroel, Mónica Montoya, Néstor Rodulfo, Norman Santiago, Óscar Avilés, Óscar Jaenada, Othello Rensoli, Pablo Durán, Paty M. Bellott, Pedro Casablanc, Raúl "Pitín" Gómez, Raúl Arévalo, Raúl Beltrán, Raúl Núñez, René Aragón, Roberto Guilhon, Roberto San Martín, Rodrigo Santoro, Rubén Ochandiano, Rubén Salinas, Saúl Avila, Sergio Deustua, Stephen Casmier, Tom Minder, Tomás del Estal, Vismark Tito Rojas, Wilder Salinas, Yul Vazquez

  • Crítica

    17/09/2009 11h03

    Che 2 - A Guerrilha faz parte de um projeto ousado: produzido desde 2000 por Steven Soderbergh e Benicio Del Toro - nascido quando trabalharam juntos em Traffic -, trata-se de dois filmes - Che e este -, que abrangem dois períodos distintos na vida do revolucionário argentino Ernesto Guevara, mas que representam o espírito político do personagem.

    Produzidos para serem lançados separadamente - o que realmente ocorrerá no mercado norte-americano e brasileiro, quando entra em cartaz em fevereiro e maio de 2009, respectivamente -, foram exibidos juntos numa maratona de 258 minutos no Festival de Cannes, mas aqui são lançados comercialmente de forma separada.

    Che 2 - A Guerrilha é baseado em O Diário do Che na Bolívia, que possui anotações de onze meses - de novembro de 1966 a outubro de 1967 -, desde que Che chegou à Bolívia até a sua morte, em 9 de outubro de 1967; o roteiro é assinado por Buchman e Benjamin A. Van der Veen.

    A história é notória e não interessa muito em Che 2 - A Guerrilha; o que interessa é investigar os meandros dos acontecimentos. Ou seja, como e por que Guevara - apelidado de Che por conta de um vocativo utilizado também na Argentina - resolveu ser mais revolucionário do que médico. O início desse direcionamento de interesse pode ser visto em Diários de Motocicleta, filme dirigido em 2004 pelo brasileiro Walter Salles; seu desenvolvimento, conclusões e conseqüências são explorados neste projeto.

    Che e Che 2 - A Guerrilha são dois capítulos da história de Guevara que se complementam. A primeira parte é mais focada nos sucessos e nos motivos do revolucionário ter experimentado a fama mundial - refletida em seus discursos na ONU e na recepção que teve em sua viagem a Nova York em 1964. Este longa deixa clara a posição humanista do revolucionário, como ele mesmo diz em dado momento do filme: "Não acredito em Deus, acredito na humanidade". Ao renunciar ao seu cargo no governo cubano e à sua cidadania no país em 1965, Guevara viaja à Bolívia a fim de ajudar milícias revolucionárias no interior do país. Ou seja, sua luta não é por nações, mas pela melhor condição dos seres humanos. Assumindo outra personalidade em sua viagem, tido como desaparecido, Guevara sente o gosto da derrota em A Guerrilha por não conseguir o apoio que conseguiu em Cuba a fim de derrubar o governo vigente na Bolívia, completamente antenado aos interesses norte-americanos.

    Grande parte da ação de ambos os episódios se passam nas florestas, onde Guevara e suas equipes tramaram as conquistas e derrotas revolucionárias. É interessante observar como o protagonista está sempre preocupado em articulações que levassem a uma independência maior de países da América Latina, independente de fronteiras, contra a dominação sócio-econômica dos EUA. Política mantida firmemente pelo governo de Fidel Castro que acabou sendo derrubada recentemente com a abertura de Cuba. Ou seja, é um conceito já morto e enterrado, mas bastante pertinente de ser retomado num trabalho como este que, mesmo morto há 40 anos, ainda é bastante vivo na memória contemporânea por meio não somente de camisetas e bandeiras, mas pelos seus ideais. Pelo menos é isso que a produção tenta retomar.

    Impossível não citar a belíssima e já citada atuação de Benicio Del Toro como o revolucionário. Experiente e notoriamente talentoso, ele sabe segurar a onda muito bem de encarnar esse verdadeiro símbolo da História moderna, além de ser bastante parecido com Che Guevara, o que ajuda. Não à toa, recebeu o prêmio de Melhor Ator no último Festival de Cannes.

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