CHEGADAS E PARTIDAS

CHEGADAS E PARTIDAS

(The Shipping News)

2001 , 124 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lasse Hallström

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert Nelson Jacobs

    Produção: Irwin Winkler, Leslie Holleran, Linda Goldstein-Knowlton, Rob Cowan

    Fotografia: Oliver Stapleton

    Trilha Sonora: Christopher Young

    Estúdio: Columbia Pictures, Miramax Films, TriStar Pictures

    Elenco

    Cate Blanchett, Jason Behr, Judi Dench, Julianne Moore, Kevin Spacey, Pete Postlethwaite, Rhys Ifans, Scott Glenn

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Um elenco de grandes talentos, uma história envolvente, um diretor competente. O resultado é o ótimo Chegadas e Partidas, um belíssimo filme sobre um homem que não consegue ser dono do próprio destino. Assim como um navio sem âncora, o tipógrafo Quoyle (Kevin Spacey, em mais uma ótima interpretação) está sempre à deriva de sua própria vida. A um passo da deficiência mental, ainda pequeno ele é abandonado pela mãe e cresce com sérios problemas de discernimento. Acaba se apaixonando por Petal (Cate Blanchett, provavelmente a melhor atriz dos últimos anos), uma prostituta mau-caráter que afunda ainda mais a sua vida. Após sofrer os mais variados e contundentes revezes, Quoyle vai tentar vida nova na pequena vila onde passou a infância. Ali, entre pescadores e pessoas simples, ele busca reencontrar suas raízes.

    Dirigido pelo sueco Lasse Hallström (o mesmo de Chocolate e Minha Vida de Cachorro), Chegadas e Partidas retoma com sensibilidade o tema do retorno ao lar, da pesquisa do próprio passado em busca de um futuro melhor. E para isso conta com um time de primeiríssima linha de atores britânicos (Judi Dench, Cate Blanchett, Pete Postlethwaithe, Rhys Ifans) e norte-americanos (Kevin Spacey e Julianne Moore, ambos indicados ao Bafta por este trabalho).

    Co-produzido pela Columbia e pela Miramax, Chegadas e Partidas nem parece americano. Britanicamente delicado e nordicamente fotografado (as locações no Canadá são belíssimas), o filme deixa de lado as obviedades típicas do cinema feito nos EUA e abre espaço para o humanismo, por meio da emocionante trajetória do personagem principal, simplesmente um homem – assim como tantos – em busca do seu porto seguro.

    Um belo roteiro que, além de tudo, ainda acha tempo e espaço para satirizar os jornalistas, como se percebe no diálogo entre Quoyle e o velho repórter Billy (Gordon Pinsent):
    - Billy (apontando o horizonte carregado de nuvens pretas): “Diga-me qual seria a manchete aqui.”
    - Quoyle: “Horizonte Carregado com Nuvens Pretas?”
    - Billy (negando): “Tempestade Iminente Ameaça Vila”
    - Quoyle: “Mas e se a tempestade não vier?”
    - Billy (triunfante): “Vila Escapa de Tempestade Mortal”

    Delicioso!

    18 de dezembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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