CHICAGO

CHICAGO

(Chicago)

2002 , 113 MIN.

Gênero: Musical

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rob Marshall

    Equipe técnica

    Roteiro: Bill Condon

    Produção: Marty Richards

    Fotografia: Dion Beebe

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: Miramax Films

    Elenco

    Amber-Kelly Mackereth, April Morgan, Audrey Martells, Bill Britt, Bill Corsair, Bill Hartung, Blake McGrath, Brendan Wall, Brett Caruso, Brittany Gray, Bruce Beaton, Capathia Jenkins, Catherine Chiarelli, Catherine Zeta-Jones, Charley King, Chita Rivera, Christine Baranski, Cleve Asbury, Cliff Saunders, Colm Feore, Conrad Dunn, Curtis King Jr., Cynthia Onrubia, Dana Calitri, Danielle Rueda-Watts, Darius de Haas, Darren Lee, Deidre Goodwin, Denise Faye, Dennis Collins, Desmond Richardson, Dominic West, Edgar Godineaux, Ekaterina Chtchelkanova, Elizabeth Law, Eric Troyer, Erin Michie, Eve Crawford, Faye Rauw, Fronzi Thornton, Gerry Fiorini, Gregory Mitchell, Harrison Beal, Jason Sermonia, Jayne Eastwood, Jean-Luc Côté, Jeff Clarke, Jeff Pustil, Jeff Siebert, Jennifer Savelli, Jocelyn Dowling, Jody-Lynn McFadden, Joey Pizzi, John C. Reilly, Jonathan Whittaker, Joseph Scoren, Karen Andrew, Karen Holness, Karine Plantadit-Bageot, Kate Coffman-Lloyd, Kathryn Zenna, Kelsey Chace, Ken Ard, Laura Dean, Leigh Torlage, Lisa Ferguson, Lucy Liu, Marc Calamia, Margaret Dorn, Martin Samuel, Marty Moreau, Mary Ann Lamb, Megan Fehlberg, Melanie A. Gage, Melissa Flerangile, Michelle Galati, Michelle Johnston, Monique Ganderton, Natalie Willes, Nicki Richards, Niki Wray, Patrick Salvagna, Paul Becker, Queen Latifah, Rachel Jacobs, Rebecca Leonard, Renée Zellweger, Rhonda Roberts, Richard Gere, Rick Negron, Robbie Rox, Robert Montano, Robert Smith, Robyn Wong, Rod Campbell, Roman Podhora, Roxane Barlow, Sara Ramirez, Scott Fowler, Scott Wise, Sean McCann, Sean Palmer, Sean Wayne Doyle, Sebastian La Cause, Sergio Trujillo, Shaun Amyot, Sheri Godfrey, Stacy Clark Baisley, Steve Behal, Susan Misner, Tara Nicole Hughes, Taye Diggs, Ted Banfalvi, Theresa Coombe, Timothy Shew, Troy Liddell, Vicky Lambert, Willie Falk

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Poucos filmes têm conseguido uma unanimidade tão grande quanto Chicago. Até agora, todo mundo com quem conversei gostou bastante. Mesmo quem não curte musicais. E aí vem a primeira grande pergunta: é preciso ser fã de musicais para curtir Chicago? A princípio, não. Mas que ajuda, ajuda. De qualquer maneira, o filme é muito mais do que simplesmente um musical muito bem produzido. Ele também tem uma ótima história, coisa que os antigos musicais da Metro nem sempre traziam. Ele pode não ter uma estética tão moderna e revolucionária quanto Moulin Rouge, mas é, antes de mais nada, uma festa para os olhos e para os ouvidos.

    A trama se passa na violenta Chicago nos anos 20. Roxie (Renée Zellwegger, de O Diário de Bridget Jones) é uma tímida aspirante a atriz e dançarina, que vive traindo o marido, e sonha um dia ter o mesmo sucesso nos palcos da bela Velma (Catherine Zeta-Jones). Certa noite, após uma discussão, ela acaba matando o amante e vai para a cadeia. Seu advogado, Billy Flynn (Richard Gere), sabe que só existe uma saída para Roxie escapar da forca: torná-la famosa. Ninguém enforca uma pessoa famosa.

    Nos dias de hoje, quando Lacraia e Eguinha Pocotó fazem sucesso, a discussão sobre a fama vazia e inconseqüente deixou de ser novidade. Mas é preciso lembrar que Chicago é um filme basedo no musical homônimo da Broadway produzido em 1975. Ou seja, numa época em que sequer se imaginava que uma coisa chamada Big Brother poderia encantar as massas. Neste sentido, seu conteúdo está mais atual do que nunca. E a sua forma é simplesmente maravilhosa. Dá vontade de levantar e aplaudir ao final de cada número musical. O ritmo é irresistível, as coreografias são fascinantes, a montagem é simplesmente magistral e todos os atores estão perfeitos nos seus papéis, mesmo sem ser exímios dançarinos, nem possuírem vozes potentes. A adequação das letras das músicas com as situações vividas durante a trama beira a perfeição, e a produção, se não é exuberante, é correta e convincente. Que gigantesca oportundiade de marketing a gravadora está perdendo em não colocar os CDs da trilha sonora à venda no saguão do cinema, na saída do público. Com certeza iria vender como água, já que as músicas têm sempre aquele sabor de "quero ouvir de novo".

    Senti apenas a falta de planos mais abertos, de seqüências externas que dessem um "respiro" à narrativa. Mas imagino que este tipo de espetáculo um pouco claustrofóbico tenha sido uma opção do diretor, já que a origem do filme é eminentemnte teatral.

    De qualquer maneira, que gosta de musicais vai amar Chicago. E quem não gosta, vai curtir seu ótimo roteiro: cínico, inteligente e sarcástico.

    13 de março de 2003.

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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