CHICO XAVIER

CHICO XAVIER

(Chico Xavier)

2010 , 125 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 02/04/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Daniel Filho

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcos Bernstein

    Produção: Claudia Bejarano, Daniel Filho, Júlio Uchoa

    Fotografia: Nonato Estrela

    Trilha Sonora: Egberto Gismonti

    Estúdio: Lereby Produções

    Distribuidora: Downtown Filmes, Sony Pictures

    Elenco

    Ângelo Antônio, Cadu Fávero, Cássio Gabus Mendes, Christiane Torloni, Giovanna Antonelli, Gláucia Rodrigues, Guilherme Fontes, Matheus Costa, Nelson Xavier, Nildo Parente, Pablo Sanábio, Paulo Goulart, Pierre Baitelli, Tony Ramos

  • Crítica

    01/04/2010 12h18

    Daniel Filho cresceu ouvindo rádio, indo ao Teatro de Revista e assistindo a chanchadas que bebiam justamente da Revista e do circo. Depois veio um novo meio, a televisão, e, com ela, o desenvolvimento de uma linguagem e uma máxima: agradar o maior número possível de pessoas.

    Por que essa introdução? Para dizer que os 57 anos de carreira com teatro, novelas, seriados e filmes deram a Daniel Filho conhecimento de quais são as ferramentas para atingir o grande público mesmo com uma história que, a princípio, seria para nicho.

    Aí se localiza Chico Xavier, seu 13º filme como diretor. Daniel pegou um dos aspectos da existência do líder espírita, transformou na essência do filme e acrescentou elementos para não deixar o público observar Francisco Cândido Xavier à distância. O objetivo é emocionar e se identificar, o que de fato ocorre.

    Em vez de colocar em primeiro plano o espiritismo, o filme posiciona Chico Xavier como uma grande personalidade brasileira, que sofreu abusos de uma madrinha malvada e lutou para sobreviver à descrença, deixando um legado de paz e conforto para famílias que perderam entes queridos.

    Não é muito difícil se identificar com um filme que trabalha com “brasileiro”, “malvada”, “descrença”, “paz”, “entes queridos”. Ainda mais porque, para aproximar os céticos, o roteiro de Marcos Bernstein (Inesquecível) cria um casal que, após relutância, reconhece a psicografia de Chico.

    Ou seja, todos os públicos em potencial estão cercados: os crentes, os descrentes, os que conhecem muito pouco de Chico Xavier ou os que irão assistir ao filme porque o diretor é o mesmo de Se Eu Fosse Você.

    Chico Xavier é estruturado em três grandes momentos: infância, interpretada por Matheus Costa, marcada pela perda da mãe e os primeiros indícios de mediunidade; idade adulta (Angelo Antonio), quando Chico desenvolve a doutrina espírita no Brasil; velhice (Nelson Xavier em interpretação precisa), que tornou o médium uma personalidade conhecida de cabo a rabo.

    Bem contado, bem fotografado, bem estruturado (haja flashback!), roteiro correto com as principais passagens (e as elipses como saída), música para emocionar (com alguns exageros de Egberto Gismonti). Chico Xavier se insere no filão de cinema popular de qualidade, um filme correto, sem muitas ousadias e com ganchos para se aproximar do grande público.

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