CHOKE - NO SUFOCO

CHOKE - NO SUFOCO

(Choke)

2008 , 89 MIN.

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Clark Gregg

    Equipe técnica

    Roteiro: Chuck Palahniuk, Clark Gregg

    Produção: Johnathan Dorfman, Temple Fennell; Beau Flynn; Tripp Vinson

    Fotografia: Tim Orr

    Trilha Sonora: Nathan Larson

    Estúdio: ATO Pictures

    Elenco

    Anjelica Huston, Brad William Henke, Kelly Macdonald, Sam Rockwell

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Clube da Luta (1999) é um dos melhores filmes da cinematografia norte-americana produzida nos anos 90. A produção, baseada em livro homônimo de Chuck Palahniuk, fez com que o nome do escritor fosse conhecido mundialmente. Naturalmente, os fãs de sua literatura acompanham também os filmes que seus livros rendem. Este é o caso de Choke, segunda obra de Palahniuk que ganha as telas depois do filme de 1999.

    A primeira cena de Choke já remete a Clube da Luta: o protagonista, Victor Mansini (interpretado pelo talentoso Sam Rockwell, Confissões de uma Mente Perigosa) está num encontro de viciados de sexo, o que lembra o personagem de Edward Norton e seu costume de freqüentar esse tipo de reunião. Mas, pois bem, Mansini é viciado em sexo, além de ter uma peculiar prática: afunda grandes pedaços de comida goela abaixo em restaurante para se sentir querido por estranhos.

    Sim, o protagonista de Choke não é nada normal, bem como os personagens que o rodeiam, como o melhor amigo (Brad William Henke) - que tem o estranho costume de se masturbar em público - e a mãe (Anjelica Houston), a grande responsável por essa loucura toda do filho. Internada numa clínica, ela se encontra mais desequilibrada ainda do que na infância do menino, a qual acompanhamos por meio de flashbacks.

    Os personagens desequilibrados dão o tom em Choke. São tantas situações bizarras conduzidas pelas figuras únicas deste filme que é impossível não se divertir com o inusitado das situações. Repleto de humor negro e com um toque de dramaticidade - afinal, ninguém é doido à toa -, o filme tem uma alta carga de sexualidade, em detrimento à violência extrema de Clube da Luta. As atuações de Rockwell e Anjelica são pontuais para que o filme obtenha este resultado tão bem-sucedido. Agora, se você esquece um trabalho tão visceral quanto Clube da Luta, esqueça: o mote de Choke está mais na sexualidade de seus personagens. Há um ou outro lampejo de crítica à sociedade consumista atual, mas este não é o objetivo desta produção, mais focada no lado tragicamente cômico de seus personagens.

    Choke é a estréia de Clark Gregg na direção. Você pode não se lembrar de seu nome, mas ele atuou em filmes como Homem de Ferro e Eu e as Mulheres, além de interpretar o ex-marido da protagonista da série As Novas Aventuras da Velha Cristine e um chefe de Mansini neste longa-metragem. Choke foi premiado no último Festival de Sundance com o Prêmio Especial do Júri.

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