CIDADE DOS HOMENS - O FILME

CIDADE DOS HOMENS - O FILME

(Cidade dos Homens)

2007 , 108 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paulo Morelli

    Equipe técnica

    Roteiro: Elena Soárez, Paulo Morelli

    Produção: Andréa Barata Ribeiro, Bel Berlinck, Fernando Meirelles, Paulo Morelli

    Fotografia: Adriano Goldman

    Trilha Sonora: Antonio Pinto

    Estúdio: Fox Filmes do Brasil, Globo Filmes, O2 Filmes

    Elenco

    Aldene Abreu, Alex Basilio, Alex Borges, Alexandro Brito, Allan Pacheco, Alran Pinheiro, André Carvalho, André Santos, Andrea Bacellar, Arthur Bispo Coutinho, Arthur Viana, Avandro Ricardo, Babu Santana, Barbara Borgga, Bino Silva, Brenno Neves, Camila Monteiro, Carolina Bezerra, Charles Torres, Cláudio Cinti, Cláudio Jaborandy, Darlan Cunha, Douglas Silva, Eber Inacio, Eduardo "BR" Piranha, Edy Argolo, Erik Burdon, Everton Tonzao, Fábio Lago, Flavio Borja, Gabriel Aguiar, Isaac Borges, Jersiano Vieira, Joao Paulo, Jonathan Azevedo, Jonathan Gomes, Jonathan Haagensen, José Mario Farias, Kamilla Rodrigues, Luca De Castro, Luciano Vidigal, Luisao Seixas, Luiz Tomaz, Marcello Barcellos, Márcio Costa, Maria Francisca, Mário Hermeto, Maurício Gonçalves, Michel Gomes, Michelle Cardoso, Naima Silva, Pedro Henrique, Rafaela Santos, Robson Luiz, Robson Rocha, Robson Santos, Rodrigo dos Santos, Sônia Lino, Thogun, Tiago Souza, Victor Fernando, Vinicius Messias, Vinícius Oliveira, Vítor Oliveira, Wilton Campos, Zoi

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Um dos maiores "defeitos" que está sendo apontado em Cidade dos Homens - O Filme é que ele seria muito parecido com Cidade de Deus: faltaria uma visão mais nova sobre o tema. Discordo. Ser parecido com o excelente Cidade de Deus não pode ser considerado um demérito e não há como negar que os projetos são irmãos.

    Relembrando: os personagens Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha), dois meninos que fazem o possível para sobreviver com alguma dignidade no submundo dos morros cariocas, foram criados pelo escritor Paulo Lins para o curta-metragem Palace 2, de 2001. Que, por sua vez, era um "balão de ensaio" para Cidade de Deus, que Fernando Meirelles viria a dirigir no ano seguinte. O sucesso do longa incentivou a realização do seriado de TV Cidade dos Homens, produzido entre 2003 e 2005, que retoma a trajetória de Acerola e Laranjinha. Agora, com o seriado já fora de produção, entra em cartaz nos cinemas Cidade dos Homens - O Filme, uma espécie de despedida destes personagens.

    Tudo se passa no período de 30 dias, quando tanto Acerola como Laranjinha completam 18 anos. A chegada da maioridade mexe com os pensamentos e sentimentos dos rapazes. Ainda que unidos desde a infância, ambos vivem situações um pouco diferentes. Acerola está preocupado com o filho de dois anos que tem para criar, enquanto o problema de Laranjinha é não ter um pai que possa assinar seus documentos. Tudo, é claro, debaixo do fogo cruzado diário que é a vida na favela. A paternidade é o grande tema do filme, embora em situações opostas. Acerola, ao mesmo tempo em que se vê obrigado a lidar com sua paternidade precoce, passa a ajudar o amigo na busca pelo pai dele. Quando o círculo finalmente se fecha, a amizade entre os dois é colocada numa prova de fogo.

    Escrito a quatro mãos, por Paulo Morelli e Elena Soarez, o roteiro de Cidade dos Homens - O Filme é envolvente e bem-resolvido. Um rito de passagem tanto para os personagens que se vêem pressionados a tomar decisões radicais em suas vidas, às vésperas de suas maioridades, tanto para o filme, que encerra de maneira marcante uma saga iniciada há seis anos e que deixou bons frutos tanto no cinema como na TV.

    Esteticamente, Cidade dos Homens - O Filme mantém a coerência do projeto como um todo: câmera na mão, enquadramentos "nervosos", cor e grão estourados, senso de urgência, jeitão de cinema documental. Provavelmente vai ser criticado novamente por fazer a tal "apologia à estética da fome". Bobagem. O filme tem direção segura de Morelli, constrói seus personagens com talento e consegue uma impressionante coesão interpretativa de todo o elenco. É ótima também a idéia de utilizar flashbacks do seriado, mostrando antigos momentos de Acerola e Laranjinha. O espectador mais desavisado pode até perguntar: onde eles foram arrumar atores mirins tão parecidos com os atuais? Não foram. "Todos" eles são os mesmos Douglas Silva e Darlan Cunha - meninos no morro também na vida real - em imagens captadas entre 2001 e 2006. Por quê? Pensou que só Harry Potter podia?

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