Pôster do filme Cine Holliúdy

CINE HOLLIÚDY

(Cine Holliúdy)

2012 , 91 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 09/08/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Halder Gomes

    Equipe técnica

    Roteiro: Halder Gomes

    Produção: Halder Gomes

    Fotografia: Carina Sanginitto

    Trilha Sonora: Herlon Braz

    Estúdio: ATC Entretenimentos

    Montador: Helgi Thor

    Distribuidora: Downtown Filmes, Paris Filmes

    Elenco

    Angeles Woo, Ary Sherlock, Bolachinha, Edmilson Filho, Falcão, Fernanda Callou, Fiorella Mattheis, Haroldo Guimarães, Jesuíta Barbosa, João Netto, Joel Gomes, Jorge Ritchie, Karla Karenina, Márcio Greyck, Miriam Freeland, Rainer Cadete, Roberto Bomtempo

  • Crítica

    03/08/2013 16h00

    Tive o prazer de assistir à comédia Cine Holliúdy em Fortaleza, em sessão de encerramento da 22ª edição do Cine Ceará, em 2012. Como dizem por lá, pense num público rindo a valer com o humor tipicamente regional que o diretor Halder Gomes soube explorar muito bem. Pense! Não pude deixar de notar na ocasião, que mesmos os "estrangeiros" como eu, pouco conhecedores do idioma "cearensês", também embarcaram na história. Fiz o prognóstico ali, na hora, que o filme ultrapassaria fácil as fronteiras do Estado por sua universalidade inconteste.

    E foi, de fato, o que ocorreu. Cine Holliúdy ganhou o circuito dos festivais nacionais e internacionais e, por onde passou, divertiu o público. A história do sonhador Francisgleydisson e sua luta para manter um cineminha de interior frente ao avanço da TV arrancou risos improváveis de plateias no sul do país e até mesmo na Tailândia. Não à toa estreia agora em circuito nacional levando ao espectador brasileiro a riqueza da diversidade cultural de seu país.

    O filme é ambientado na década de 70. Francisgleydisson (Edmilson Filho) é um abnegado exibidor que luta para manter sua sala aberta, mas que enfrenta a chegada implacável da TV. Mostrando-se inabalável em suas convicções, muda-se com a família para o pequeno município de Pacatuba atrás de público para seus filmes de artes marciais. É acompanhado pela esposa Maria das Graças (Miriam Freeland) e o pequeno filho do casal. O trio é a alma do filme e os atores conseguem dar verdade a uma família que conquista rápido o público.

    Em se tratando de comédia, Halder consegue o essencial: mostra domínio do tempo cômico e faz o humor de seu longa funcionar a contento, mesmo que a montagem não ajude em certos momentos. Algumas cenas, a despeito de funcionarem bem, parecem descoladas da trama principal. A edição também prejudica o ritmo e dinamismo do longa. O desfecho da trama, por sua vez e a despeito das boas intenções do realizador, não é dos melhores.

    Os problemas técnicos, no entanto, não conseguem abalar a experiência de se assistir a esse filme autêntico, espécie de reflexão sobre o próprio cinema brasileiro, de grandes aspirações, dificuldades atrozes, e espírito inabalável de um Francisgleydisson. Uma produção, para usar um termo do cearensês, "Ispilicute". Não faz ideia do que isso significa? Vai aqui a tradução para ir se preparando  e curtir o filme: "Ispilicute": adjetivo originário da expressão inglesa "She's pretty cute", que significa bonitinha, atraente.

    Assim é Cine Holliúdy, um convite irrecusável ao riso como toda boa comédia deve ser.

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