Pôster - Circulo de Fogo: A Revolta

CÍRCULO DE FOGO - A REVOLTA

(Pacific Rim Uprising)

2017 , 111 MIN.

13 anos

Gênero: Ação

Estréia: 22/03/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven S. DeKnight

    Equipe técnica

    Roteiro: Emily Carmichael, Kira Snyder, Steven S. DeKnight, T.S. Nowlin

    Produção: Cale Boyter, Femi Oguns, Guillermo del Toro, John Boyega, Jon Jashni, Mary Parent, Thomas Tull

    Fotografia: Dan Mindel

    Trilha Sonora: Lorne Balfe

    Estúdio: Legendary Pictures

    Montador: Dylan Highsmith, Josh Schaeffer, Zach Staenberg

    Distribuidora: Universal Pictures

    Elenco

    Adria Arjona, Bridger Zadina, Burn Gorman, Cailee Spaeny, Charles Napoleon An, Charlie Day, Chen Zitong, Daniel Feuerriegel, Dustin Clare, Ellen McLain, Erik Aadahl, Ivanna Sakhno, Jai Day, Jaime Slater, Jasper Bagg, Jeong-hoon Kim, Jiaming Guo, Jim Punnett, Jin Zhang, John Boyega, Josh Stamberg, Karan Brar, Levi Meaden, Lily Ji, Louis Toshio Okada, Luke Judy, Mackenyu, Madeleine McGraw, Nancy Nugent, Nick E. Tarabay, Nick Satriano, Rahart Adams, Rinko Kikuchi, Rumi Kikuchi, Scott Eastwood, Shane Rangi, Shyrley Rodriguez, Stephanie Allynne, Tian Jing,, Tim Johnson Jr., Victor Matveev, Wesley Wong, Yingying Lan, Yongchen Qian, Zeppelin Hamilton

  • Crítica

    21/03/2018 17h38

    Por Daniel Reininger

    Círculo De Fogo foi uma grande surpresa de Guillermo Del Toro. Divertido, coloca monstros contra robôs em uma batalha voltada para o público ocidental, sem deixar as raízes orientais de lado. Muita gente não entendeu a graça do filme, mas isso é outra história, o problema é que isso afetou as bilheterias, que não foi lá essas coisas, apesar do relativo sucesso fora do mercado norte-americano.

    Embora uma sequência parecesse óbvia devido ao potencial da franquia, tudo indicava que nunca aconteceria, até pelo desinteresse do próprio Del Toro. Até que a Legendary resolveu investir, trouxe astros como John Boyega e Scott Eastwood e Círculo De Fogo - A Revolta chegou aos cinemas prometendo ser uma bomba. A surpresa é que não é.

    Teria sido um motivo ainda maior de espanto se o longa tivesse aproveitado a oportunidade para aprofundar o universo do original e revelado razões fora da caixa por trás dos monstros interdimensionais. Mas o longa só se preocupa mesmo em dar espaço para Boyega brilhar e em criar cenas de luta divertidas. Pouco para uma franquia com tanto potencial.

    A trama começa 10 anos após o fim da guerra e mostra a Terra parcialmente reconstruída. O mundo se divide em cidades arrasadas tomadas por restos de batalhas e ossos de monstros ou totalmente refeitas, com prédios futuristas e preparadas para possíveis batalhas titânicas no futuro.

    Nesse cenário, conhecemos Jake Pentecostes (John Boyega), filho do marechal Stacker (Idris Elba) e piloto que se tornou ladrão e contrabandista. As coisas começam a mudar quando ele conhece uma garota prodígio chamada Amara (Cailee Spaeny), que constrói seu próprio Jaeger. Os dois se metem em confusão e acabam recrutados por Mako (Rinko Kikuchi), irmã de Jake, para se unirem aos esforços de defesa contra futuras ameaças Kaiju.

    É meio triste ver todo o elenco de coadjuvantes reduzidos a peões para fazer Boyega brilhar. Os cadetes poderiam ter mais espaço, a mecânica Jules (Adria Arjona) só aparece muito rapidamente para insinuar um possível triangulo amoroso e Nate (Scott Eastwood) tenta ser o piloto rival, mas só serve mesmo para deixar o protagonista ainda mais fodão. Nenhum deles parece uma pessoa real e é aí que está o problema. Só a cadete Amara tem um pouco mais de espaço, mas seu arco é mal desenvolvido.

    Essas questões são culpa do roteiro, reescrito diversas vezes. Fica claro que Steven S. DeKnight pegou dois rascunhos e decidiu juntar de qualquer jeito. E não há espaço para desenvolver todos os personagens, subtramas, criar motivações convincentes e ainda dar tempo para mostrar batalhas bem coreografadas cheias de ação. Logo, algo teve que ser feito nas coxas e, como é comum em Hollywood, a narrativa e a construção dos personagens saiu perdendo.

    As melhores ideias do longa ficam de lado ou são mencionadas muito superficialmente, como a questão dos adoradores de Kaiju, a frota de Jaegers controlados à distância, a conexão neural, a corrupção causada por restos de Kaiju e o treinamento dos cadetes. Sem falar nas coincidências e explicações ridículas para fazer a trama chegar logo no combate final.

    Entretanto, quem vai assistir esse longa quer mesmo é ver robôs gigantes lutando contra monstros e nesse ponto está tudo bem. As lutas são ainda melhor coreografadas, a variedade de robôs e monstros é melhor explorada, os movimentos dos Jaegers são mais fluidos, fato atribuído à evolução da tecnologia ao longo da década que separa os dois filmes.

    Além disso, as lutas são mais fáceis de entender, graças ao CGI que evoluiu desde o primeiro longa e deixa as cenas mais claras. Na hora da porrada, não dá para reclamar, porque a ação é incrível e as ideias relacionadas à pancadaria são realmente boas.

    Claro que o filme não é para qualquer público. Você precisa ter uma fascinação prévia por robôs e monstros gigantes para curtir e, em termos de diversão, o trabalho é bem feito. E como trama, a simplificada geral dos temas desse universo deixam o longa ainda mais raso e com clima de Transformers (do primeiro), mas também fica mais fácil desligar o cérebro e curtir.

    O filme não vai marcar tanto quanto Círculo de Fogo dirigido por Del Toro e não deveria ter tentado explorar questões que eram mais interessantes antes de serem explicadas de forma rasa, mas é uma sequência bem ok, mais importante, uma ótima forma de se divertir e abre as portas para novos longas, potencialmente mais interessantes caso levem a guerra para a outra dimensão.



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