CLEAN

CLEAN

(Clean)

2003 , 110 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Olivier Assayas

    Equipe técnica

    Roteiro: Olivier Assayas

    Produção: Edouard Weil, Viv Fichman, Xavier Giannoli, Xavier Marchand

    Fotografia: Éric Gautier

    Trilha Sonora: Brian Eno, David Roback, Tricky

    Estúdio: Journeyman Films Ltd

    Elenco

    Beatrice Dalle, Don McKellar, James Dennis, James Johnston, Jeanne Balibar, Maggie Cheung, Martha Henry, Nick Nolte

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Levar às telas a tradicional fórmula rock-and-roll e drogas já se tornou um clichê. A não ser que você saiba como explorar isso de forma a fugir de qualquer coisa que já foi feita. Clean começa como tantos outros filmes que misturam a fórmula acima. No entanto, este drama dirigido por Olivier Assayas toma outros rumos. Digno e triste, o filme se apóia em ótimas interpretações para contar uma história simples sobre redenção.

    Emily (Maggie Cheung, de Amor à Flor da Pele e ex-mulher do diretor) é a esposa do rock star Lee Hauser (James Johnston). Os dois vivem um relacionamento conturbado, baseado nas drogas e nos conflitos por conta da decadência da carreira de ambos no show business. O casal tem um filho pequeno, Jay (James Dennis), que vive com os avôs paternos, Albrecht (Nick Nolte) e Rosemary (Martha Henry), no Canadá. Isso porque, com essa vida, Emily e Lee não têm capacidade de cuidar de uma criança.

    Emily é uma mistura de Courtney Love com Yoko Ono. Se fosse de verdade, seria tão odiada pelos fãs de seus maridos como são as figuras reais citadas. Responsável pelo afastamento de todos da vida de Lee, ela ainda tenta inseri-lo no mercado fonográfico, sem muito sucesso. Obviamente, nesse ritmo, a tragédia está sempre batendo à porta do casal. Quando o cantor morre de overdose, Emily é presa por posse de drogas. É quando ela repensa sua vida.

    Depois de seis meses na prisão, ela vira outra pessoa. Não que ela tenha descoberto a redenção na religião ou algo do gênero, mas percebe que, se seguir dessa forma, terá o mesmo destino de Lee. O que não seria nada bom, uma vez que ela ainda tem Jay para pensar. Enquanto se restabelece fora da prisão (e longe da cocaína), muda-se para Paris, onde vivia antes de se mudar para Londres com Lee. Lá, arranja alguns "bicos", como garçonete no restaurante de um tio e pensa em retomar sua carreira musical. Mas, antes, precisa de meios para cuidar do filho.

    O argumento de Clean não traz nenhuma novidade, mas evita cair no dramalhão no qual o tema poderia facilmente cair, o que é uma proeza. Na verdade, o grande atrativo da produção está nas interpretações. Falando fluentemente inglês, francês e mandarim, Maggie Cheung dá um espetáculo. A atuação, inclusive, deu à atriz nascida em Hong Kong o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Sobre Nick Nolte não há nem o que dizer: bom ator, sob uma boa direção, sempre tende a brindar os espectadores com atuações como esta.

    Clean é um drama simples e digno. Não chega ao espectador com o intuito de mudar a vida de alguém, ou mesmo a história do cinema. No entanto, aos poucos, também graças às atuações e à trilha sonora (merece destaque a participação de David Roback, da finada banda Mazzy Star), é um daqueles que nos conquistam.

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