COHEN VERSUS ROSSI

COHEN VERSUS ROSSI

(Cohen Vs.Rosi)

1998 , 95 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Daniel Barone

    Equipe técnica

    Roteiro: Daniel Barone

    Produção: Edi Flehner, Fernando Blanco

    Fotografia: Esteban Sapir

    Trilha Sonora: César Lerner

    Elenco

    Adrián Suar, Alfredo Alcón, Diego Peretti, Favio Posca, Gabriela Acher, Laura Novoa, Norman Erlich, Rita Cortese, Roberto Carnaghi, Virigina Innocenti

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Adrián Suar e Laura Novoa. Os nomes nada significam para o mercado brasileiro, mas a dupla é consagrada na Argentina, onde faz muito sucesso em programas de TV. Baseado numa idéia do próprio Adrián, o casal resolveu estrelar na tela grande uma mistura de chanchada com crítica política chamada Cohen vs. Rosi, um dos raros filmes do país vizinho que chegam aos cinemas do Brasil. E chegam de surpresa, com quase nenhuma divulgação ou propaganda.

    Cohen vs. Rosi mostra duas famílias - uma judia, outra de origem italiana - totalmente diferentes entre si, mas também com fortes pontos em comum que as unem. Os Cohen dominam a mídia; os Rosi dominam a Máfia. O filho dos Cohen é chegado no jornalismo marrom; a filha dos Rosi produz filmes pornô (e atua neles!). Os Cohen não têm ética; os Rosi não têm moral. E, obviamente, os dois clãs almejam o que toda e qualquer família com muito poder e pouco caráter deseja: a presidência da República. É justamente em meio a esta guerra suja e política que os personagens de Adrián Suar e Laura Novoa - respectivamente Ariel e Carla - vão viver uma espécie de Romeu e Julieta portenho.

    Com direção de Daniel Barone, outro nome vindo da TV, Cohen vs.Rosi alterna bons e maus momentos. Há cenas ingênuas que perecem ter saído das comédias da fase pré-pornochanchada brasileira. Há situações dignas dos toscos programas humorísticos da Globo. Mas por outro lado também há interpretações inspiradas e eventuais gags hilariantes. Para curtir melhor o filme, é indispensável baixar o nível de exigência cinematográfica.

    De qualquer maneira, é sempre muito bem-vinda toda e qualquer tentativa de distribuição no Brasil de representantes - ainda que isolados - da cinematografia argentina. Nossos companheiros de Mercosul sofrem de problemas muitos similares aos nossos, têm limitações mercadológicas paralelas às nossas e, muitas vezes, conseguem soluções que podem nos servir de exemplo. E vice-versa.


    28 de dezembro de 2000

    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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