COINCIDÊNCIAS DO AMOR

COINCIDÊNCIAS DO AMOR

(The Switch)

2010 , 101 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 17/09/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Josh Gordon, Will Speck

    Equipe técnica

    Roteiro: Allan Loeb

    Produção: Albert Berger, Allan Loeb, Bradley Thomas, Ron Yerxa

    Fotografia: Jess Hall

    Trilha Sonora: Alex Wurman

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Jason Bateman, Jeff Goldblum, Jennifer Aniston, Juliette Lewis, Patrick Wilson, Thomas Robinson

  • Crítica

    17/09/2010 09h00

    O tempo passou e Jennifer Aniston, a ex-Rachel de Friends, agora já interpreta charmosas quarentonas – pena que raramente os filmes são charmosos. Depois de viver uma fugitiva em Caçador de Recompensa, a atriz é uma mulher na crise da maternidade em outra comédia romântica, Coincidências do Amor.

    “Quero ser mãe, mas não sou casada. O que faço? Produção independente!” Kassie, sua personagem, tem a pergunta e a resposta para ela. O problema surge depois: o sêmen do doador é trocado pelo de seu melhor amigo, Wally (Jason Bateman). Adinha o que acontece? Não precisa nem contar: tanto o título original como o brasileiro já revelam o que futuro da trama.

    Coincidências do Amor tem lá seus méritos ao pensar sobre esse tipo de mulher moderna americana – que é sempre incompleta até a chegada da maternidade – e ainda conta com uma filosofia um tanto rarefeita sobre a velocidade da vida, as obrigações do dia a dia e, por meio de Wally e o garoto Sebastian (Thomas Robinson), ainda encontra espaço para “revelar” algo óbvio: pessoas e relações ainda são a coisa mais importante do mundo.

    Coincidências do Amor é aquele tipo de filme que se parece com empregada doméstica eficiente: lava, passa, cozinha e ainda é simpática. Ou seja, tem comédia, romance, história plausível e aqueles atrativos para o público que quer comprar risadas com o ticket do cinema e escapar da vida.

    No elenco, os atores estão no mesmo tom, fazendo o básico e seguindo a cartilha para manter a comicidade. Com um destaque para o pequenino Thomas Robinson que, com trejeitos que lembram Alfred Lutter III, aquela criança sensacional de A Última Noite de Boris Grushenko e Alice Não Mora Mais Aqui, o garoto vive um ótimo neurótico. Também tem o seu quinhão de glória Juliette Lewis, que interpreta a personagem sidekick Debbie.

    O mais instável em Coincidências do Amor é, sem dúvidas, o roteiro escrito por Allan Loeb (Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme), a partir de uma crônica de Jeffrey Eugenides, autor do livro que deu origem ao primeiro filme de Sofia Coppola, Virgens Suicidas.

    A boa apresentação dos personagens e seus dilemas é seguida por um sofrível desenvolvimento. Quando o filme alcança sua metade, o roteiro adia diversas vezes o final iminente. É como se, sabendo que não havia dado ainda uma hora de filme, o texto precisa matar tempo. Enrola daqui, enrola dali e finalmente, após alguns bocejos, o desfecho já esperando finalmente acontece.

    Fim de filme e Coincidências do Amor cumpriu sua função: fazer os 101 minutos da vida de uma pessoa andarem mais rápidos (ou, dependendo do espectador, muito mais devagar).

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