COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ

(50 First Dates)

2004 , 99 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Segal

    Equipe técnica

    Roteiro: George Wing

    Produção: Adam Sandler, Jack Giarraputo, Larry Kennar, Nancy Juvonen, Steve Golin

    Fotografia: Jack N. Green

    Trilha Sonora: Teddy Castellucci

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Flower Films, Happy Madison Productions

    Elenco

    Adam Sandler, Drew Barrymore, Katheryn Winnick, Lynn Collins, Rob Schneider, Sean Astin

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Como Se Fosse a Primeira Vez é um filme com Adam Sandler e Rob Schneider. Aposto que a frase acima acaba de desinteressar grande parte dos leitores... e de entusiasmar outra boa parte deles. Isso porque - juntos ou separados - Sandler e Schneider são responsáveis por um tipo de comédia que a maior parte da crítica execra, mas que tem boa aceitação principalmente junto ao público jovem. São filmes como O Rei de Água, Animal, Gigolô por Acidente, Little Nicky - Um Diabo Diferente e um punhado de outros que, graças às suas piadas dos mais altos índices de vulgaridade, têm tudo para figurarem em qualquer lista dos piores filmes já feitos.

    Por isso, a primeira recomendação para quem for assistir à comédia romântica Como Se Fosse a Primeira Vez é a seguinte: veja o filme como se fosse a primeira vez que você estivesse curtindo um trabalho de Sandler e/ou Schneider. Sem idéias pré-concebidas.

    A premissa básica da boa história (escrita surpreendentemente por um estreante, George Wing) é das mais interessantes. Henry (Adam Sandler, fazendo seu estilo de sempre) é um veterinário que trabalha num aquário público, numa das ilhas do Havaí. Sua principal diversão é inventar as mais sedutoras mentiras para conquistar belas turistas incautas, e depois cair fora da relação o mais rápido possível. Certo dia ele conhece Lucy (Drew Barrymore), por quem se apaixona instantaneamente. Os dois conversam, se divertem, trocam olhares... e marcam um novo encontro para a manhã seguinte. Aí, o inesperado acontece: no momento do tão aguardado reencontro, Lucy simplesmente não se lembra de sequer ter conhecido Henry. O problema é que a garota é portadora de uma síndrome e não retém na memória acontecimentos recentes. Similar ao que acontece com o personagem Leonard, de Amnésia, ou com a peixinha Dory, de Procurando Nemo Agora, se realmente Henry quiser namorar Lucy, ele terá de reconquistá-la dia após dia.

    Como se Fosse a Primeira Vez tem um roteiro que explora claramente duas vertentes: a comédia e o romance. Nas cenas em que se propõe a ser romântico, o filme flui bem, com carinho e sentimento. São emocionantes os esforços que o pai e o irmão de Lucy repetem incansavelmente dia após dia para que ela não perceba sua real situação. Da mesma forma que são cheios de ternura os momentos onde Henry faz de tudo para conquistar sua própria namorada, todos os dias. Por outro lado, no quesito comédia, o filme repete os velhos defeitos da dupla Sandler/Schneider: o mau gosto. Não me parece muito divertido ver uma pessoa recebendo um monumental banho de vômito de uma morsa doente. Ou a exploração gratuita de um personagem de sexualidade indefinida que em nada contribui para o desenrolar da trama. O diretor Peter Segal (de O Professor Aloprado 2 e Tratamento de Choque) simplesmente não consegue mixar com harmonia os dois gêneros, transformando o que deveria ser uma legítima comédia romântica num romance com alguns momentos cômicos isolados, sem integração.

    Porém, na média, o romance supera a comicidade (ou a falta dela) e o filme acaba agradando. Funciona como um bom entretenimento para ser visto a dois, mostra belas paisagens havaianas, capricha no roteiro e, além de tudo, tornou seus produtores (entre eles o próprio Adam Sandler) mais ricos: o filme foi um sucesso nos EUA, onde faturou US$ 120 milhões somente nas bilheterias do cinema. Número que deve dobrar nos mercados de VHS e DVD.

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