CONEXÃO ESCOBAR

CONEXÃO ESCOBAR

(The Infiltrator)

2016 , 127 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 15/09/2016

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Brad Furman

    Equipe técnica

    Roteiro: Ellen Sue Brown

    Produção: Brad Furman, Don Sikorski, Miriam Segal, Paul M. Brennan

    Fotografia: Joshua Reis

    Trilha Sonora: Chris Hajian

    Estúdio: Good Films

    Montador: Jeff McEvoy, Luis Carballar

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Amy Ryan, Art Malik, Benjamin Bratt, Bryan Cranston, Daniel Mays, Diane Kruger, Elena Anaya, Jason Isaacs, John Leguizamo, Joseph Gilgun, Juan Cely, Juliet Aubrey, Lara Decaro, Mark Holden, Nabil Massad, Niall Hayes, Olympia Dukakis, Rubén Ochandiano, Said Taghmaoui, Simón Andreu, Yul Vazquez

  • Crítica

    12/09/2016 12h08

    Por Daniel Reininger

    Conexão Escobar volta a colocar Bryan Cranston em meio a cartéis de drogas e chefões do tráfico. Mas, ao contrário de Breaking Bad, no qual o ator produzia e vendia drogas por interesse próprio, nesse filme ele é um agente infiltrado do governo norte-americano.

    A trama é baseada no livro escrito pelo ex-agente Robert Mazur, oficial que trabalhava disfarçado para ajudar a derrubar os cartéis. Cranston interpreta Mazur quando o policial se fez passar por Bob Musella, especialista em lavagem de dinheiro, que lentamente abre seu caminho até o topo da organização de Pablo Escobar nos anos 80.

    O longa começa bem ao mostrar o fim de uma operação conduzida por Mazur. Cranston sente-se em casa no papel, graças a algumas similaridades com Walter White de Breaking Bad. O problema é que a trama não demora para se perder em situações genéricas e clichês, enquanto o enredo desinteressante sofre com a falta de um antagonista claro.

    Mazur passa boa parte do tempo atrás do Banco de Crédito e Comércio Internacional, que esconde dinheiro do narcotráfico colombiano. Só que isso faz com que os "inimigos" sejam apenas executivos engravatados. Enquanto isso, os traficantes são humanizados ao ponto de quase perderem o status de vilão, especialmente Roberto Alcaino (Benjamin Bratt), o que, em geral, poderia ser algo positivo, se essas relações fossem aprofundadas de alguma maneira.

    Por isso, o longa parece completamente perdido em suas intenções. A indecisão de como tratar os traficantes, aliado às situações genéricas nunca realmente aprofundadas, típicas do gênero de infiltração, como a esposa cansada de lidar com um marido ausente e de vida misteriosa, a tensão do protagonista de agir como outra pessoa o tempo todo e a insegurança da policial novata em nada ajudam a fazer com que Conexão Escobar realmente decole e se destaque.

    Além da falta de aprofundamento de absolutamente todas as questões levantadas pelo roteiro, o longa ainda sofre com a incapacidade de realmente surpreender e até mesmo as violentas mortes passam a perder impacto conforme a trama avança. A questão é que nada realmente importa enquanto a história evolui até o esperado clímax e cada uma das situações apresentadas tem pouco ou nenhum impacto real na narrativa.

    Embora o longa apenas toque a superfície da operação que ajudou a derrubar os cartéis e não mostre como tudo realmente funcionava, é a boa atuação de Cranston e o clima de tensão de algumas boas cenas que salvam essa obra, mesmo que apenas o suficiente para valer o ingresso do cinema num fim de semana de poucas opções. E, é claro, quem sente falta de Breaking Bad tem aqui a oportunidade de matar a saudade de Walter White.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus