CONFIAR

CONFIAR

(Trust)

2010 , 105 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 23/09/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Schwimmer

    Equipe técnica

    Roteiro: Andy Bellin, Robert Festinger

    Produção: Avi Lerner, Dana Golomb, David Schwimmer, Ed Cathell III, Heidi Jo Markel, Robert Greenhut, Tom Hodges

    Fotografia: Andrzej Sekula

    Trilha Sonora: Nathan Larson

    Estúdio: Dark Harbor Stories, Millennium Films, Nu Image Films

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Brandon Molale, Catherine Keener, Chris Henry Coffey, Clive Owen, Garrett Ryan, Jason Clarke, Liana Liberatz, Nicole Forester, Noah Crawford, Noah Emmerich, Viola Davis

  • Crítica

    21/09/2011 11h10

    O assunto é dos mais debatidos por pais e educadores: até onde as crianças e adolescentes devem ou não ter acesso irrestrito à internet. Existem limites a serem impostos, e se existem, como impô-los numa sociedade onde qualquer moleque de seis anos sabe mais de informática que seus pais?

    Como todo tema polêmico e atual, este também não poderia deixar de ser abordado pelo cinema. Em Confiar, Will (Clive Owen) e Lynn (Catherine Keener) formam um casal de classe alta, esclarecido, supostamente bem informado e cuidadoso com os assuntos familiares. Ou seja, desde as primeiras imagens, o filme tenta criar o retrato de uma família na qual “essas coisas não aconteceriam”. Mas acontecem: Annie (Liana Liberato, ótima), filha adolescente de Will e Lynn, mantém uma amizade virtual com Charlie, sem conhecer a realidade daquele “amigo” por trás da máquina. E o pior acontece.

    É nítida a intenção dos produtores em tentar criar um filme que fosse contundente, porém não a ponto de espantar o grande público do cinema. Uma tarefa nada fácil. Para isso, foi feita a acertada escolha de contratar dois atores de credibilidade - Clive Owen e Catherine Keener - geralmente associados a projetos sérios. Nota-se também uma bem-vinda elegância na direção das cenas mais polêmicas, em contraponto a algumas aborrecidas concessões comerciais, como perseguições desnecessárias e correrias sem propósito, como se fosse proibido atualmente fazer um filme comercial americano sem injetar adrenalina barata no público.

    Porém, o final, extremamente bem resolvido, redime o filme de eventuais imperfeições que ele possa ter cometido, ao mesmo tempo em que se constitui num trabalho digno com potencial de servir de alerta a pais e professores.

    Muitos destes méritos vão para a perspicaz direção de David Schwimmer, mais conhecido como o Ross do seriado Friends.


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