CONFISSÕES DE UMA GAROTA DE PROGRAMA

CONFISSÕES DE UMA GAROTA DE PROGRAMA

(The Girlfriend Experience)

2008 , 78 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 14/08/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Soderbergh

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Koppelman, David Levien

    Produção: Todd Wagner

    Fotografia: Steven Soderbergh

    Trilha Sonora: Ross Godfrey

    Estúdio: 2929 Productions, Extension 765, HDNet Films, Magnolia Pictures

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Adam Awaiz Yaqub, Alan Milstein, Ben Finkelstein, Caitlin Lyon, Chris Santos, Christina Nadeau, Daniel Algrant, David Levien, Deborah Fineman Bozik, Dennis Shields, Elon Dershowitz, Erika Parys, Galya Vidal, Glenn Kenny, Howard I. Josephs, Jenel Stevens, Jim Kempner, Ken Myers, Kenny Blunt, Mark Jacobson, Marshall Gilman, Marvin Stein, Michael Roberts, Michael Sugar, Peter Zizzo, Philip Eytan, Ron Stein, Sasha Grey, Shakerleg, Smokey West, Steve Klapper, Stuart Levine, Sukhdev Singh, T. Colby Trane, Ted Jessup, Timothy Davis, Vincent Dellacera, William Holt

  • Crítica

    13/08/2009 12h20

    O que levou Steven Soderbergh a realizar Confissões de Uma Garota de Programa? Após 78 minutos de filme, não consigo dar uma resposta satisfatória a essa questão. Está claro o que ele não queria fazer, mas continua obscuro o que ele queria, de fato.

    O que ele não queria: a) usar o corpo de Sasha Grey, atriz pornô e protagonista de seu filme, para vender ingresso; b) dar glamour à vida de prostituta de luxo; c) fazer um filme feel good sobre uma garota guerreira que vence desafios. Mas o que Soderbergh (Che) queria? Sinceramente, ainda não sei.

    Confissões de Uma Garota de Programa não tem nenhum grande segredo, ação, conflitos ou mistérios, opção que está longe de ser uma problema. Há excelentes filmes nos quais nada acontece, mas, ao mesmo tempo, tudo acontece – tomo como exemplos Cinema, Aspirinas e Urubus, Encontros e Desencontros ou Um Conto de Natal.

    Já que não há mistérios a serem revelados ao espectador, então o filme poderia apostar suas fichas nos personagens e suas relações, o que definitivamente não acontece. Todos – absolutamente todos! – são de plástico, envoltos em uma bolha invisível. Até mesmo Chelsea (Grey), a protagonista que está em quase todas as cenas, entra na nossa vida como uma desconhecida e sai da mesma maneira.

    Soderbergh sabe filmar, é óbvio, e habilmente instiga o olhar com uma montagem que brinca com o agora, o que já passou e o que virá. Subverte a ação que normalmente esperaríamos de um filme sobre uma prostituta e priva o espectador de uma visão romântica. Raras são as cenas de sexo e não há melodrama em torno de seus conflitos ou frustrações.

    O problema é que o filme não é apenas low profile, mas asséptico. Saí sem me relacionar com Chelsea, seu namorado Chris (Chris Santos) ou qualquer um de seus clientes. Talvez o único momento em que eu tenha sentido o sangue pulsar em Confissões de Uma Garota de Programa é a discussão em torno dos então presidenciáveis Barack Obama e John McCain.

    Isso é apenas pano de fundo. O filme pensa em priorizar pequenos detalhes, mas não os constrói. Usa um nome associado à indústria pornográfica (Sasha Grey) para nos privar do sexo, mas se esquece de contar uma boa história.

    Confissões de Uma Garota de Programa é insosso e inodoro. Another Steven Soderbergh Experience, como nos lembra o cartaz do também asséptico Bubble.

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