CONSUMIDO PELO ÓDIO

CONSUMIDO PELO ÓDIO

(Chi To Hone/ Blood and Bones)

2004 , 140 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Yoichi Sai

    Equipe técnica

    Roteiro: Wui Sin Chong, Yoichi Sai

    Produção: Nozomu Enoki

    Fotografia: Takeshi Hamada

    Trilha Sonora: Tarô Iwashiro

    Elenco

    Hirofumi Arai, Jô Odagiri, Kyoka Suzuki, Mihoko Suino, Shigemori Matsu, Takeshi Kitano, Tomoko Tabata, Yûko Nakamura

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O japonês Yoichi Sai, diretor de Consumido Pelo Ódio, disse que esperou por seis anos para ter Takeshi Kitano como protagonista deste longa-metragem, recusando-se a considerar qualquer outro ator para o papel. Fez bem. Afinal, Kitano foi capaz de compor um dos personagens mais detestáveis já vistos, tornando-se um dos poucos destaques desta produção.

    Aqui, Kitano é Shunpei Kim. O filme começa em 1923, quando ele está abandonando sua cidade natal, na Coréia do Sul. Ele parte em direção do Japão a fim de mudar seu destino miserável. Lá, constitui família e consegue certo sucesso financeiro após montar uma fábrica de tortas de peixe. Mas ele não consegue lidar com ninguém. Não que deseje. Na verdade, a única coisa que Shunpei parece querer é espalhar a desgraça. E pode apostar que ele consegue. Quando não está maltratando uma de suas mulheres, foca sua atenção num de seus filhos, ou um dos empregados.

    Consumido Pelo Ódio é capaz de fazer com que o espectador realmente odeie o protagonista. Afinal, a única coisa que ele sabe fazer é ser detestável da pior maneira possível. Mas o roteiro - baseado no best seller da literatura coreana Blood And Bones, escrito por Sogil Yan - é calcado, basicamente, nas atitudes maldosas de Shunpei, o que fica um tanto quanto insuportável por mais de duas horas de tão desprezível que é. A história fica em segundo plano neste filme, que é baseado no personagem. Pesado, denso e um tanto quanto repetitivo, Consumido Pelo Ódio é uma experiência cinematográfica desagradável ao espectador. Mas nada desprezível. Afinal, não é à toa que concorreu em 12 categorias dos prêmios da Academia Cinematográfica japonesa. Trata-se de um filme bem-dirigido, com interpretações reveladoras, especialmente em se tratado do trabalho de Kitano. Afinal, fazer maldade por fazer é fácil. O ator, aqui, constrói um personagem capaz de ser odiável e sentir prazer por isso, de uma forma sádica e envolvente.

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