CONTRACORRENTE

CONTRACORRENTE

(Contracorriente)

2009 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 08/04/2011

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Javier Fuentes-León

    Equipe técnica

    Roteiro: Javier Fuentes-León

    Produção: Javier Fuentes-León, Rodrigo Guerrero

    Fotografia: Mauricio Vidal

    Trilha Sonora: Selma Mutal Vermeulen

    Estúdio: Dynamo Producciones, Elcalvo Films, La Cinéfacture, Neue Cameo Film

    Distribuidora: Alberto Bitelli International Films

    Elenco

    Cristian Mercado, Manolo Cardona, Tatiana Astengo

  • Crítica

    06/04/2011 10h45

    Uma improvável, porém feliz, associação de produtores cinematográficos do Peru, Colômbia, França e da Alemanha deu origem ao competente Contracorrente, drama romântico premiado nos festivais de Miami, Sundance (ambos nos EUA) e San Sebastian (Espanha). Vale dizer: em todos os três eventos, os prêmios foram concedidos pelo público.

    A informação já sinaliza que Contracorrente é um filme que consegue, sim, o tão esperado diálogo com a plateia. Mais que isso: com qualidade.

    Toda a história se passa numa pequena e conservadora vila de pescadores, no Peru. É ali que Miguel (Cristian Mercado) vive uma vida dupla: ao mesmo tempo em que mantém um casamento estável com a esposa Mariela (Tatian Astengo), encontra-se às escondidas com o pintor e fotógrafo Santiago (Manolo Cardona). Egoísta, Miguel procura se manter na cômoda posição de desfrutar do melhor que ambos os relacionamentos possam oferecer. Mas Santiago está disposto a romper com este comodismo do amante. Entre trágicos e místicos, os acontecimentos que se seguem vão obrigar Miguel a enfrentar não somente o preconceito e a intolerância de seus vizinhos de vilarejo, como - principalmente – os seus próprios.

    De narrativa direta e simples, mas muito eficiente, Contracorrente aborda os dilemas amorosos e sexuais do protagonista de forma humana e afetiva, sem julgamentos. Constrói bem seus personagens dando-lhes força real e profunda dimensão humana, sem cair na tentação fácil de eleger heróis ou bandidos. Por isso mesmo, cria empatia e confere ao filme muita dignidade e realismo, em deixar a poesia de lado.

    Com espaço até para uma divertida menção às novelas brasileiras e a presença do “gato” (palavra do filme) Lauro Corona.

    Uma história de amor em meio a rígidas tradições. Um pescador de uma pequena cidade peruana tenta conciliar uma nova paixão com o casamento, sem poder levantar maiores suspeitas.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus