Copa de Elite

COPA DE ELITE

(Copa de Elite)

2014 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 17/04/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Vitor Brandt

    Equipe técnica

    Roteiro: Pedro Aguilera, Vitor Brandt

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Anitta, Júlia Rabello, Marcos Veras, Rafinha Bastos

  • Crítica

    15/04/2014 17h47

    A primeira tentativa de parodiar sucessos recentes de nosso cinema foi um desastre. Totalmente Inocentes (2012) quis fazer graça em cima da popularidade de filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite e ficou só no ensaio. Copa de Elite se sai melhor, o que, comparativamente, não chega a ser um mérito. Mas ao menos aqui é possível rir de algumas situações pontuais.

    O longa, como sugere o título, brinca com Tropa de Elite, mas também com outros filmes brasileiros de grande êxito de bilheteria como Bruna Surfistinha, Nosso Lar, Se Eu Fosse Você e o recente Minha Mãe é Uma Peça. Na trama, Jorge Capitão (Marcos Veras) é um Capitão do BOP (sem o E, de especiais), que salva o maior craque da seleção argentina de um sequestro às vésperas da Copa do Mundo e vira o inimigo público número 1 no país.

    Expulso da corporação, descobre um plano maquiavélico para assassinar o Papa na final do torneio. Pouco afeito ao trabalho de equipe, vai ter de se juntar à empresária de sex shop Bia Alpinistinha (Júlia Rabello) para tentar salvar o pontífice argentino. Além dela, sua "tropa de elite" é composta por dois fiéis ex-comandados atrapalhados, um médium e Bruno de Lucca interpretando Bruno de Lucca. O elenco ainda conta com as participações de Rafinha Bastos, Alexandre Frota e Anitta.

    Copa de Elite rateia bastante em seus minutos iniciais, repletos de piadas de gosto duvidoso ou simplesmente sem graça alguma. Uma cena específica em que o personagem de Rafinha Bastos, um ator metido a besta, faz um discurso em homenagem ao policial Jorge Capitão e uma falha do microfone leva o público a entender erroneamente o que diz é de uma falta de criatividade atroz.

    Do meio para o final, no entanto, o filme se sai melhor e é possível se divertir com alguns momentos, que se não são hilários, ao menos não causam aquele constrangimento pela ineficiência em fazer rir. Ao ridicularizar algumas sequências de filmes nacionais, como no caso da troca de corpo de Seu Eu Fosse Você, os roteiristas são até criativos.

    Naturalmente, numa comédia algumas piadas funcionam melhor que outras. E, é preciso lembrar, isso depende também do senso de humor de cada um. Cabe aos roteiristas buscar o máximo de equilíbrio e evitar oscilações bruscas. Copa de Elite tem um elenco que sabe fazer graça, mas fica claro que faltou elaborar mais o roteiro, lapidar o texto e chegar num todo mais harmônico em termos de humor. Aos poucos a gente chega lá.

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