COPACABANA (2011)

COPACABANA (2011)

(Copacabana)

2010 , 107 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 07/10/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marc Fitoussi

    Equipe técnica

    Roteiro: Marc Fitoussi

    Produção: Caroline Bonmarchand

    Fotografia: Hélène Louvart

    Trilha Sonora: Seán O'Hagan, Tim Gane

    Estúdio: arte France Cinéma, Avenue B Productions

    Distribuidora: Pandora Filmes

    Elenco

    Aure Atika, Chantal Banlier, Guillaume Gouix, Isabelle Huppert, Joachim Lombard, Jurgen Delnaet, Lolita Chammah, Luis Rego Luis Rego, Magali Woch, Nelly Antignac, Noémie Lvovsky

  • Crítica

    02/10/2011 14h51

    Ter uma atriz que se posiciona como coautora dos personagens é um privilégio. Isabelle Huppert, por exemplo, faz o bom roteiro de Copacabana crescer muito, escondendo suas instabilidades e vivendo uma personagem que conquista o espectador com uma falsa frivolidade.

    Rir, chorar, quase chorar, ironizar, dar uma banana para a sociedade, sofrer porque esta não a inclui, confiar, desiludir-se. Ser mãe coruja, mãe arrogante, mãe imatura. Ser mulher, uma senhora atraente que pinta as unhas e está confortável no salto alto. Huppert passa por muitos registros, o que torna seu trabalho no filme formidável.

    O título obviamente remete à praia e ao bairro carioca, mas o Brasil, em Copacabana, é quase uma Pasárgada para a personagem de Huppert: um sonho distante de alguém que, em constante movimento, e por que não desajuste, sonha em ir.

    Por trás da aura de comédia dramática, tem-se um filme sobre o encaixar-se, ou não, no corpo social. A diferença é que não se fala de uma jovem adulta, mas de uma senhora com passado aparentemente hippie que procura encontrar onde praticar sua utopia num mundo ordenado pela distopia.

    Pouco sabemos de Babou (Huppert). Intuímos que ela viajou muito – sem o pragmatismo de um turista organizado, mas com o espírito de uma jovem aberta para descobertas. Percebemos que suas luvas azuis não são padrão para mulheres em sua idade. Notamos também que a relação com sua filha Esméralda (Lolita Chammah, filha de Huppert na vida real) já não vive os melhores dias.

    Esméralda enamourou-se de um abonado e quer casar-se. Babou vê o casamento como instituição burguesa. Como mãe e filha, amam-se, mas a convivência já não é possível. Ofendem uma a outra. Sem emprego e sem dinheiro, Babou parte para a Bélgica numa viagem rumo à aspiração de se integrar ao “mundo normal”. Conseguirá? Será este o melhor caminho?

    É quando essa mulher criada com valores que enfatizam o comunitário choca-se com o estado das coisas hoje é que Copacabana cresce, flertando ora com a diversão, ora com a seriedade. E a saída que o roteiro de Marc Fitoussi (que também assina a direção) dá para a trama é serena e sem moralismos.

    Um filme que faz uma investigação na superfície, porém sincera, das relações pais e filho, mas também do indivíduo com um grupo. Sem contar a atuação de Isabelle Huppert, encantadora.

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