CORAÇÃO LOUCO

CORAÇÃO LOUCO

(Crazy Heart)

2009 , 112 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 05/03/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Scott Cooper

    Equipe técnica

    Roteiro: Scott Cooper

    Produção: Judy Cairo, Rob Carliner, Robert Duvall, Scott Cooper

    Fotografia: Barry Markowitz

    Trilha Sonora: Stephen Brutom, T-Bone Burnett

    Estúdio: Butcher's Run Films, Fox Searchlight Pictures, Informant Media

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Anna Felix, Beth Grant, Brian Gleason, Chad Brummett, Colin Farrell, David Manzanares, Debrianna Mansini, Harry Zinn, J. Michael Oliva, Jack Nation, James Keane, Jeff Bridges, Jerry Handy, José Marquez, Josh Berry, LeAnne Lynch, Maggie Gyllenhaal, Paul Herman, Richard W. Gallegos, Rick Dial, Robert Duvall, Ryan Bingham, Ryil Adamson, Tom Bower, William Marquez, William Sterchi

  • Crítica

    04/03/2010 14h44

    Uma das primeiras cenas de Coração Louco já dá o tom do filme: o plano geral de uma estrada mostra vários carros indo numa determinada direção, enquanto uma velha camionete transita, solitariamente, no sentido oposto. Quem a dirige é Bad Blake (mais uma ótima interpretação de Jeff Bridges), cantor country decadente que ganha a vida se apresentando em espeluncas pelo interior dos Estados Unidos. É um personagem fascinante, eternamente na contramão, um outsider solitário perdido em tempos de consumismo fácil. Na linguagem popular, é o tipo do sujeito que foi para Woodstock a pé e está voltando agora. Um legítimo representante da cultura sexo, drogas... e música caipira.

    É ele o portador do “coração louco” do título, um sujeito fiel aos seus princípios (seja lá quais forem), sedutor o suficiente para encantar seus velhos fãs mesmo embriagado até a tampa, e romântico o bastante para se apaixonar loucamente. E é o que ele faz: ao conhecer a jornalista Jean (Maggie Gyllenhaal, ótima como sempre), Bad Blake se entrega a este novo amor com a impulsividade daqueles que vivem um dia de cada vez. Ao contrário dela, mulher calejada pela vida, mãe de um garotinho, e - não sem razões - com todos os pés atrás.

    É - também - em cima desta dicotomia que o diretor e co-roteirista Scott Cooper (mais conhecido como ator, estreando agora na direção) monta este autêntico e sensível road movie country todo filmado pelo empoeirado sul norte-americano.

    Além da temática romântica, há ainda uma atraente sub-trama musical e empresarial que contrapõe o veterano Blake com o jovem astro Tommy Sweet (Colin Farrell). Antítese de Blake, Tommy é o retrato do novo sertanejo que deu certo, com seus shows de produção mirabolante e gigantescos caminhões de produção. Ironicamente, porém, Tommy precisa de Blake para compor novas canções, posto que os novos compositores não o satisfazem. Significativo: o gigantismo das mega produções mercadológicas se vê obrigado a recorrer a um velho e solitário “coração louco” para suprir a poderosa indústria com aquilo que ela mais necessita para sobreviver: a paixão das composições country.

    No final das contas (não, não vamos contar o final do filme), percebe-se que Bad Blake fez de sua própria vida uma gigantesca música country: chorosa, repleta de dor de cotovelo, sentida, doída, sentimental... mas profundamente bela e tocante. Como este belo e tocante filme que vem colecionando vários prêmios e indicações.

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