CORPO DO RIO

CORPO DO RIO

(Corpo do Rio)

2008 , 123 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia: 16/10/2009

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Izabel Jaguaribe, Olivia Guimarães

    Equipe técnica

    Roteiro: Beatriz Jaguaribe

    Produção: Fernando Serzedelo, Izabel Jaguaribe, Olivia Guimarães

    Fotografia: André Horta

    Trilha Sonora: Mauricio Pacheco

    Distribuidora: Pequena Central

  • Crítica

    18/11/2009 16h24

    Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda cunhou o conceito de cordialidade para explicar as relações entre brancos e negros na formação do Brasil. Mapeou o intercâmbio de culturas que não alterava a estrutura social.

    Assistir ao documentário Corpo do Rio, que fala das relações do corpo individual e coletivo na sociedade carioca, faz pensar no que Holanda propôs e apontou há 73 anos.

    O filme de Izabel Jaguaribe e Olivia Guimarães é um documentário de tese, que faz proposições a respeito das dimensões sociais do corpo, dividindo a história em capítulos, como Cidade, Cor, Vaidade, Religiosidade, Erotismo, entre outros.

    É extremamente dependente da palavra para ser compreendido. Como as diretoras realizaram, ao lado de Beth Formagini, um forte trabalho de pesquisa, surgem na tela personagens com depoimentos interessantes, especialmente uma gari e ambulante e uma mãe de santo francesa (que já havia sido entrevistada em Devoção).

    Apesar das bonitas imagens, Corpo do Rio não consegue sobreviver sem a palavra, o depoimento de seus entrevistados. Muleta que desgasta gradativamente a nossa relação com o filme.

    Se o início é impactante, especialmente porque aborda a relação do corpo com o Rio de Janeiro, as relações raciais e o erotismo, a continuidade do filme não. Especialmente pelo final que, após passar por entrevistados que criticam, termina justamente no carnaval e realça o mito de que, na avenida, a harmonia é total. Mesmo que no restante do ano, persista a cordialidade.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus