CORRIDA MORTAL

CORRIDA MORTAL

(Death Race)

2008 , 105 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 17/10/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paul W. S. Anderson

    Equipe técnica

    Roteiro: Paul W. S. Anderson

    Produção: Jeremy Bolt Roger Corman, Paul W. S. Anderson, Paula Wagner

    Fotografia: Scott Kevan

    Trilha Sonora: Paul Haslinger

    Estúdio: Cruise/Wagner Productions, Impact Pictures, Relativity Media, Universal Pictures

    Elenco

    Ian McShane, Janaya Stephens, Jason Statham, Joan Allen, Robin Shou, Tyrese Gibson

  • Crítica

    17/10/2008 00h00

    O maior mérito de um filme de aventura/ ação/ porrada (ainda vão inventar esta classificação nas prateleiras das locadoras) é quando ele não se leva a sério. E disso ninguém pode reclamar de Corrida Mortal. Ele pode ser tudo - barulhento, previsível, violento, raso -, mas ninguém poderá acusá-lo de pretensioso. Sem medo de ser bobo, Corrida Mortal é apenas uma grande brincadeira. Um autorama gigantesco para crianças crescidas. E por isso mesmo diverte.

    Mistura de Mad Max e Rollerball, com pitadas de Fuga de Nova York, Corrida Mortal se passa no ano de 2012, momento quando o mundo está numa gigantesca crise econômica (uia!). Cada vez mais lotados e violentos, os presídios foram privatizados e agora visam lucro. Mais ou menos como acontece com os grandes estúdios cinematográficos de hoje, as prisões da época também não têm o mínimo escrúpulo em criar estratégias de marketing para aumentar o faturamento, doa a quem doer. Ou, no caso, mate a quem matar.

    Assim, o presídio de segurança máxima que leva o sugestivo nome de Terminal cria uma corrida de automóveis entre os seus detentos. O prêmio ao vencedor será a liberdade. E aos competidores tudo é permitido, inclusive metralhar e bombardear os oponentes. Explorando a morte e a violência, a administração penitenciária vende para a internet, com altíssimos lucros, pacotes pay per view deste verdadeiro Coliseu do século 21.

    Como nada se cria, nada se perde, tudo se refilma, cinéfilos mais "antigos" vão perceber que a trama é muito parecida com a produção francesa O Preço do Perigo, de 1983, refilmada quatro anos depois pelo cinema americano como "O Sobrevivente", com Arnold Schwarzenegger. Aliás, o próprio Corrida Mortal também é uma refilmagem de Corrida da Morte - Ano 2000, com Sylvester Stallone, no distante ano de 1975. Como se percebe, roteiros exatamente "originais" andam cada vez mais difíceis.

    De qualquer maneira, justifica-se que em pleno ano 2008 o cinema americano retome a antiga onda truculenta que fez as carreiras de Chuck Norris, Stallone, Schwarzenegger, Van Damme, Steven Segall e muitos outros, da virada dos anos 70 até o final dos 80. Hoje, como ontem, o país também vive uma era de violência humana e política comandada por um presidente linha dura. Talvez as coisas mudem a partir do próximo ano, com a derrocada da Era Bush.

    Enquanto isso não acontece, assistir a Corrida Mortal é um entretenimento inofensivamente violento produzido por Roger Corman, o grande mestre dos chamados Filme B, cineasta que em seus (até agora) 54 anos de carreira, já assinou quase 400 filmes!

    O papel principal foi entregue ao eficiente inglês Jason Statham (de Efeito Dominó e Adrenalina), com direção do também inglês Paul W.S. Anderson, de Resident Evil e Alien vs. Predador. Completam o elenco Joan Allen (praticamente repetindo o mesmo papel que fez em O Ultimato Bourne) e a sensual estreante Natalie Martinez. O que uma bela mulher faz dentro de um presídio de segurança máxima? Ela só está lá para aumentar a audiência. A frase não é minha. É de dos personagens do próprio filme. Isso explica tudo e mais um pouco.

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