CRASH - NO LIMITE

CRASH - NO LIMITE

(Crash (2004))

2004 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paul Haggis

    Equipe técnica

    Roteiro: Bobby Moresco, Paul Haggis

    Produção: Bob Yari, Cathy Schulman, Don Cheadle, Mark R. Harris, Paul Haggis

    Fotografia: James Michael Muro

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Estúdio: ApolloProScreen Filmproduktion, Blackfriars Bridge Films, Bob Yari Productions, Bull's Eye Entertainment, DEJ Productions, Harris Company

    Elenco

    Alexis Rhee, Allan Steele, Amanda Moresco, Art Chudabala, Ashlyn Sanchez, Bahar Soomekh, Beverly Todd, Billy Gallo, Brendan Fraser, Bruce Kirby, Daniel Dae Kim, Dato Bakhtadze, Don Cheadle, Eddie J. Fernandez, Glenn Taranto, Greg Joung Paik, Howard Fong, Ime Etuk, Jack McGee, James Haggis, Jayden Lund, Jennifer Esposito, Joe Ordaz, Karina Arroyave, Kate Super, Kathleen York, Keith David, Ken Garito, Larenz Tate, Loretta Devine, Ludacris, Marina Sirtis, Martin Norseman, Matt Dillon, Michael Peña, Molly Schaffer, Nona Gaye, Octavio Gómez Berríos, Paul E. Short, Ryan Phillippe, Sandra Bullock, Sean Cory, Shaun Toub, Sylva Kelegian, Terrence Howard, Thandie Newton, Tony Danza, William Fichtner, Yomi Perry

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Alguns podem dizer que esta produção traz alguns resquícios de Magnólia (1999), elogiado filme de Paul Thomas Anderson, o que é bem verdade. Mas Crash - No Limite, com seus personagens transpirando conflitos, questionando dogmas, ética e moral, tem irreverência e qualidade de sobra para andar com as próprias pernas sem ser comparado com qualquer outro filme.

    A questão do racismo é complexa e sua abordagem no filme pode soar agressiva em primeira instância, mas é analisada com um realismo e coragem impressionantes, somando mais pontos a Crash - No Limite, seja junto aos negros americanos, como os latinos ou árabes - principalmente após os fatos acontecidos após 11 de setembro. O preconceito acaba sendo um tema incessantemente abordado durante toda a película, que marca a estréia do canadense Paul Haggis - roteirista do premiado Menina de Ouro (2004) - na direção.

    Haggis trabalha com esperteza a insegurança e o olhar superficial que se tem ao viver em uma metrópole como Los Angeles. A história, escrita pelo diretor em parceria com Bobby Moresco, não mostra um retrato maniqueísta da realidade. Não há culpados, nem vítimas: todos estão à mercê do medo e da imprevisibilidade. O cineasta usa a superficialidade das relações na era moderna para despejar personagens em busca de sentidos e emoções, nem que para isso seja preciso um violento esbarrão no trânsito.

    A narrativa começa em um desses acidentes de trânsito. A partir daí, são mostradas as 36 horas que antecedem o momento da tragédia. Entram no contexto do enredo Jean (Sandra Bullock), uma dona de casa egocêntrica, e seu marido Rick (Brandan Fraser), um influente promotor público; Graham (Don Cheadle) e Ria (Jennifer Esposito), um casal de detetives avessos à corrupção; o renomado diretor de televisão Cameron (Terrance Howard) e Christine (Thandie Newton), sua esposa; Daniel (Michael Pena), um chaveiro mexicano; Farhad (Shaun Toub), um lojista persa desmiolado; Peter (Larenz Tate) e Anthony (Chris "Ludracris" Bridges), dois ladrões de carros da periferia; e Tom Hansen (Ryan Phillippe), um policial novato aprendendo as lições da rua com Ryan (Matt Dillon), um veterano racista. Suas histórias são entrelaçadas em uma montagem flexível e empolgante.

    A atuação do elenco é excelente, representando convincentemente os papéis difíceis reservados, desde os atores menos conhecidos até os medalhões como Sandra Bullock, Brendan Fraser, Matt Dillon, Ryan Phillippe e Don Cheadle. Afinal, não são apresentados protagonistas. Todos os personagens são obrigados a integrar e interpretar o balaio da discórdia.

    Um brilhante debut de Paul Haggis, fazendo muito com pouco orçamento (US$ 6,5 milhões), Crash - No Limite entra seguramente, e com folga, na lista de melhores filmes de 2005.

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