CRIANÇAS INVISÍVEIS

CRIANÇAS INVISÍVEIS

(All the Invisible Children)

2005 , 119 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Emir Kusturica, John Woo, Jordan Scott, Kátia Lund, Mehdi Charef, Ridley Scott, Spike Lee, Stefano Veneruso

    Equipe técnica

    Roteiro: Cinqué Lee, Diego De Silva, Joie Lee, Jordan Scott, Kátia Lund, Mehdi Charef, Qiang Li, Stefano Veneruso, Stribor Kusturica

    Produção: Chiara Tilesi, Débora Ivanov, Fabiano Gullane, Kátia Lund, Maria Grazia Cucinotta, Mike Ellis, Ricardo Aidar, Spike Lee, Stefano Veneruso, Terence Chang

    Fotografia: Cliff Charles, Jim Whitaker, Nianping Zeng, Philippe Brelot, Toca Seabra, Vittorio Storaro

    Trilha Sonora: Antonio Pinto, Hai Lin, Maurizio Capone, Ramin Djawadi, Rokia Traoré, Stribor Kusturica, Terence Blanchard

    Estúdio: Rai Cinemafiction

    Elenco

    Adama Bila, Andre Royo, Coati Mundi, Damaris Edwards, Daniele Vicorito, David Thewlis, Dragan Zurovac, Dusan Krivec, Elysée Rouamba, Emanuele Vicorito, Ernesto Mahieux, Francisco Anawake, Giovanni Esposito, Giovanni Mauriello, Goran R. Vracar, Hannah Hodson, Hazelle Goodman, Jack Thompson, Jake Ritzema, Jordan Clarke, Joshua Light, Kelly Macdonald, Lanette Ware, Maria Grazia Cucinotta, Mihona Vasic, Peppe Lanzetta, Qi Ruyi, Rodrigue Ouattara, Rosie Perez, Uros Milovanovic, Vera Fernandez, Vladan Milojevic, Wang Bin, Wenli Jiang, Wu Jiang, Zhao Zhicun

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Crianças Invisíveis é a união de sete curtas-metragens de sete diretores diferentes. Cada um representa uma diferente região do mundo com o objetivo de mostrar a terrível situação na qual as crianças vivem hoje. Aliados ao projeto estão a Unicef e o WFP - World Food Programme (Fundo Mundial de Alimento). Uma idéia muito boa de transmitir uma mensagem tão importante por meio do cinema e com brilhantes diretores: Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Jordan e Ridley Scott, Stefano Veneruso, John Woo e a brasileira Katia Lund.

    São sete histórias bem diferentes, sem ligação alguma. A única semelhança é o tema que envolve situações reais com crianças. O curta nacional chamado Bilu e João conta a história de dois irmãos que ganham a vida recolhendo papelão, latinhas de alumínio e outros objetos recicláveis. O italiano Ciro mostra um garoto da periferia que assalta pessoas na rua com a ajuda de seu amigo. Jonathan é da Inglaterra e mostra um fotógrafo de guerra e suas lembranças de crianças que tentam sobreviver sob os ataques. Marjan é um curta da Sérvia e narra a história de um garoto cigano que prefere ficar no centro de detenção do que com seu pai que o obriga a roubar. O africano Tanza mostra um grupo de crianças guerrilheiras da Ruanda. Jesus Children of America é dirigido pelo americano Spike Lee e mostra a rotina de uma garota com HIV positivo, filha de pais viciados. Song Song & Little Mao compara a vida de uma garota chinesa rica e a vida difícil de uma pobre que precisa se sustentar depois que o avô morreu.

    Em Crianças Invisíveis, todas as histórias são envolventes e emocionam com diferentes visões sobre o universo infantil. O curta brasileiro de Katia Lund (Cidade de Deus) mostrou uma realidade sem apelação para o sentimentalismo. Um filme divertido com uma belíssima fotografia da cidade de São Paulo. Em vez do restrato triste de crianças abandonadas de rua ou pequenos marginais, Katia preferiu passar uma mensagem mais positiva, na medida do possível, ao mostrar o cotidiano de dois irmãos de uma favela que se divertem enquanto fazem pequenos bicos para ajudar no sustento da família.

    Outro destaque de Crianças Invisíveis é o curta-metragem do consagrado diretor Spike Lee (O Plano Perfeito). Jesus Children of America consegue fazer o espectador sentir o sofrimento e o desespero de uma criança que descobre ser HIV positivo, transmitido pelos pais drogados. Mas a emoção mesmo ficou por conta do chinês Song Song & Little Mao, dirigido por John Woo (Missão Impossível 2). Neste filme, não há como segurar as lágrimas ao acompanhar a tentativa de sobrevivência de uma pequena orfã.

    A união de todas essas histórias num único filme faz com que acordemos para a situação das crianças no mundo inteiro, não somente em nosso país. Crianças Invisíveis é um tapa na cara dos adultos que, na maioria dos casos, são os responsáveis pelo sofrimento e mau desenvolvimento infantil. Bom saber que o cinema está sendo utilizado não só como forma de entretenimento, mas também para a conscientização social.

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