CRUZADA

CRUZADA

(Kingdom Of Heaven)

2005 , 145 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ridley Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: William Monahan

    Produção: Ridley Scott

    Fotografia: John Mathieson

    Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams

    Estúdio: Babelsberg Film, BK, Calle Cruzada, Dune Films, Inside Track 3, Kanzaman, KOH, Reino del Cielo, Scott Free Productions, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Elenco

    Alexander Siddig, Angus Wright, Brendan Gleeson, Bronson Webb, David Thewlis, Edward Norton, Emilio Doorgasingh, Eriq Ebouaney, Eva Green, Ghassan Massoud, Giannina Facio, Iain Glen, Jeremy Irons, Jon Finch, Jouko Ahola, Karim Saleh, Kevin McKidd, Khaled Nabawy, Liam Neeson, Lotfi Yahya Jedidi, Martin Hancock, Marton Csokas, Matthew Rutherford, Michael Fitzgerald, Michael Shaeffer, Michael Sheen, Nasser Memarzia, Nathalie Cox, Nikolaj Coster-Waldau, Orlando Bloom, Peter Cant, Philip Glenister, Samira Draa, Shane Attwooll, Steven Robertson, Ulrich Thomsen, Velibor Topic

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Baseado em personagens e histórias verdadeiras, Cruzada, novo longa de Ridley Scott, deixa a marca da espada européia na lista dos épicos cinematográficos. Mostrando as viagens que os europeus fizeram no século 12 e suas lutas em nome da religião, o longa ainda consegue fazer com que o espectador seja capaz de traçar paralelos com o momento atual da História mundial. Porque, sim, os acontecimentos históricos são cíclicos.

    O protagonista desta história movida pela fé e pelo poder (como quase todos os épicos) é Balian (Orlando Bloom). Quando seu filho morre, a mulher comete suicídio. Tendo sua família roubada pela morte, o ferreiro não titubeia ao aceitar a proposta de um homem que chega em sua casa dizendo que é seu pai. E mais: quer que Balian o acompanhe para Jerusalém, também conhecida como a Terra Santa. O cavaleiro, no caso, é Godfrey de Ibelin (Liam Neeson). Ele conta ao ferreiro que, nessa terra, todos os pecados do homem são expurgados. E é para lá que Balian segue seu caminho em busca da salvação, não somente de sua alma, mas da esposa também.

    Quando Godfrey morre em decorrência de um ferimento, Balian assume suas terras, perto de Jerusalém. Ganha respeito não somente dos moradores locais, mas também do Rei Balduíno (Edward Northon), que está morrendo de lepra. Quando estoura a guerra contra os sarracenos, liderados por Saladino (Ghassan Massoud), Balian, que se tornou cavaleiro tão habilidoso quanto o pai, faz de tudo para proteger seu povo. Enquanto isso, envolve-se com a irmã de Balduíno, a bela Sibylla (Eva Green).

    Cruzada é muito bem produzido. O excesso de personagens (esses épicos sempre me deixam confusa por conta da quantidade de nomes) não atrapalha a condução da história, sempre pontuada por questões religiosas - afinal, o que foram as cruzadas além de uma grande odisséia em nome da religião? - e, claro, por cavaleiros habilidosos na espada e cheios de honra. A fotografia é magnífica, assim como a direção de arte. As cenas das batalhas são diretas, violentas, do jeito que qualquer luta deve ser. Mas isso já sabemos que Ridley Scott sabe fazer - é só lembrar de seu último épico, Gladiador (2000), excelente referência em se tratando de filmes desse gênero.

    Onde Cruzada peca, afinal? Na escolha do protagonista. Orlando Bloom não tem a força e o carisma suficientes para sustentar este papel - ao contrário de Russell Crowe, protagonista de Gladiador. O belo rosto de Bloom pode ficar muito bem nos closes, mas sua presença é apagada pelos coadjuvantes. Liam Neeson e a novata Eva Green, por exemplo, se destacam muito mais, não por que a trama pede que seus personagens mereçam mais atenção, mas por, simplesmente, trabalharem melhor do que Bloom. No final das contas, fica-se sem entender por que esse ferreiro cheio de traumas conquista tantas coisas ao longo do filme.

    O que não faz com que Cruzada seja um filme ruim, muito pelo contrário. É belo, grandioso, acertando em cheio o coração de quem gosta de um épico bem-feito. Mas não espere muito de Orlando Bloom. Apesar de estar no elenco de alguns dos épicos marcantes na safra atual do cinema norte-americano (O Senhor dos Anéis e Tróia), o ator não está preparado para assumir o papel principal de um filme desse porte.

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