De Menor

DE MENOR

(De Menor)

2013 , 77 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 04/09/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Caru Alves de Souza

    Equipe técnica

    Roteiro: Aleksei Abib, Caru Alves de Souza, Fabio Meira

    Produção: Caru Alves de Souza

    Fotografia: Jacob Solitrenick

    Trilha Sonora: Tatá Aeroplano

    Estúdio: Tangerina Entretenimento

    Montador: Willem Dias

    Elenco

    André Nascimento, Ariane Guerra, Caco Ciocler, Diego Pablito, Gilda Nomacce, Giovanni Gallo, Gustavo Brandão, Ingridi Rodrigues Penna, Luci Pereira, Marina Medeiros, Mateus Raia, Maxwell Nascimento, Nanny di Lima, Paula Pretta, Rita Batata, Rui Ricardo Diaz

  • Crítica

    02/09/2014 20h08

    Tempo em cinema á algo relativo. A sensação de que um filme é arrastado ou pressuroso demais tem mais a ver com sua execução do que com seu tempo real de duração. De Menor, primeiro longa de ficção da diretora paulistana Caru Alves de Souza, por exemplo, é temporalmente breve – enxutos 77 minutos de duração -, mas nem por isso corre apressado.

    De desenrolar suave e contemplativo, o filme acompanha a rotina da defensora pública Helena, interpretada por Rita Batata (Não Por Acaso). Idealista, ela defende menores infratores na Vara de Infância e Juventude de Santos. Em casa, tem uma relação carregada de afeto e dependência com o adolescente Caio (o estreante Giovanni Gallo), que a história revela mais adiante ser seu irmão – eles perderam os pais recentemente.

    O roteiro vai desvelando informações em doses homeopáticas. Nada é explicado demais e os diálogos, econômicos, tampouco servem de manual didático para clarificar a trama. O filme não subestima a inteligência do espectador e dá ele apenas o necessário para se envolver, com as cenas se alternando entre a casa de Helena e seu ambientre de trabalho, que divide com o promotor Paulo (Rui Ricardo Diaz) e o Juiz Carlos (Caco Ciocler).

    A dinâmica parcimoniosa funciona porque o alinhamento equilibrado entre roteiro, direção e montagem permitiu ao filme economizar em seu tempo de duração sem moderar na força dramática. Nada ganha explicações muito detalhadas, mas todas as informações para a compreensão e apreensão do enredo pelo público estão na tela.

    De Menor peca, no entanto, ao estabelecer seu conflito logo de cara e não oferecer posteriormente nenhum clímax ou reviravolta na trama, que segue previsível para seu desfecho. Lidando com adolescentes infratores em seu trabalho, Helena vê este mundo cruzar a fronteira entre o pessoal e profissional quando Caio sem envolve com a criminalidade.

    O que vem a seguir é uma sequência de acontecimentos evidentes envolvendo os trâmites legais que o jovem tem de atravessar enquanto Helena observa a tudo com certa resignação profissional. O roteiro cria um conflito de grande potencial dramático para depois abandoná-lo a seguir.

    Talvez propositadamente, a diretora transferiu para a execução de sua obra a impotência de toda uma sociedade diante da criminalidade adolescente no Brasil. O filme acaba, como estamos hoje, sem respostas.

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