DE REPENTE É AMOR

DE REPENTE É AMOR

(A Lot Like Love)

2005 , 108 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nigel Cole

    Equipe técnica

    Roteiro: Colin Patrick Lynch

    Produção: Armyan Bernstein, Kevin J. Messick

    Fotografia: John de Borman

    Trilha Sonora: Alex Wurman

    Estúdio: Beacon Pictures, Kevin Messick Productions, Mile High Productions, Touchstone Pictures

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Ali Larter, Amanda Peet, Ashton Kutcher, Gabriel Mann, Jeremy Sisto, Kal Penn, Kathryn Hahn, Taryn Manning

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Uma pessoa com mais de dez anos que considera enfiar dois canudos nas narinas algo engraçado, capaz de levantar o astral do amigo, não merece respeito nenhum. De Repente É Amor é uma comédia romântica que não traz absolutamente nada de novo no gênero e ainda traz piadas como a descrita acima. Dessa forma, o longa não se destaca em nada no meio de tantas comédias românticas já feitas.

    O filme é sobre os encontros e desencontros entre Oliver (Ashton Kutcher) e Emily (Amanda Peet), que começam em um vôo de Los Angeles para Nova York. Ela é uma garota doidinha que acaba de brigar com o namorado (agora ex), guitarrista da banda de rock Bon Jovi. Oliver é um nerd que acabou o Ensino Médio e precisa decidir o que fazer da vida. Ele quer conhecê-la melhor depois da rápida experiência sexual que compartilham no banheiro do avião, mas ela não está nem aí. Mesmo assim, Oliver e Emily passam o dia juntos em Nova York e resolvem que em três anos ela deve ligar para ele em uma espécie de aposta. Assim, durante mais ou menos sete anos, o filme acompanha as idas e vindas deste casal, incluindo empresas, noivados e casamentos falidos.

    Tudo muito bonito e romântico, claro. Afinal, esses amores que vão e vêm, aliados ao carisma do casal protagonista, só fazem com que o espectador (em especial se for do sexo feminino, vamos admitir) fique sempre na torcida. Mas as piadinhas não funcionam, muito menos os reencontros, sempre caindo no clichê. Sabe aquela cena típica na qual o casal canta aos berros, num carro, uma música romântica e muito brega? Tem neste filme. A serenata constrangida? Também. A topada no vidro em momentos mais dramáticos? Pode apostar que sim. O que é uma pena, pois se trata do primeiro filme americano do inglês Nigel Cole, que dirigiu os ótimos O Barato de Grace (2000) e As Garotas do Calendário (2003). Claro, a direção não deixa nem um pouco a desejar porque existe um talento nessa área, mas o roteiro, escrito pelo estreante Colin Patrick Lynch - cujo currículo é recheado de pontas como ator -, gira em torno de situações batidas para contar uma história de amor que nem é tão rara assim. O brasileiro Mais Uma Vez Amor, por exemplo, é mais divertido do que este dentro do tema "encontros e desencontros amorosos". Até a trilha sonora é óbvia, composta basicamente por hits radiofônicos.

    O leitor deve estar se perguntando: então por que este filme existe? Eu também não sei. Ou melhor, sei sim: para mostrar os belos rostos de seus protagonistas. Ashton Kutcher é um dos atores mais "quentes" de sua geração (não confunda "quente" com "talentoso"), assim como Amanda Peet, que, além de linda, tem talento. Existe certa química entre os atores. Seu carisma, aliado à direção de Cole, salvam o filme - isso se é que dá para salvá-lo.

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