poster do filme Deadpool 2

DEADPOOL 2

(Deadpool 2)

2018 , 120 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 17/05/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Leitch

    Equipe técnica

    Roteiro: Fabian Nicieza, Paul Wernick, Rhett Reese, Rob Liefeld, Ryan Reynolds

    Produção: Lauren Shuler, Ryan Reynolds, Simon Kinberg

    Fotografia: Jonathan Sela

    Trilha Sonora: Tyler Bates

    Estúdio: Donners' Company, Kinberg Genre, Marvel Enterprises, Marvel Entertainment, Maximum Effort, TSG Entertainment, Twentieth Century Fox Animation, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Montador: Craig Alpert, Dirk Westervelt, Elísabet Ronaldsdóttir

    Distribuidora: fox

    Elenco

    Bill Skarsgård, Brianna Hildebrand, Eddie Marsan, Hayley Sales, Hunter Dillon, Jack Kesy, Julian Dennison, Karan Soni, Leslie Uggams, Lewis Tan, Luke Roessler, Morena Baccarin, Nikolai Witschl, Rob Delaney, Ryan Reynolds, Scott Vickaryous, Shioli Kutsuna, Stefan Kapicic, T.J. Miller, Tanis Dolman, Terry Crews, Zazie Beetz

  • Crítica

    14/05/2018 23h59

    Por Daniel Reininger

    A Fox falou muito sobre fazer um filme do X-Force, mas por anos não sabia como introduzir o lado mais combatente dos X-Men nas telonas. Aí Deadpool foi um sucesso e fazer uma sequência do filme do mercenário e ainda criar uma introdução para o grupo mutante parecia uma boa ideia. E é mesmo!

    Isso garante uma sequência que sai da mesmice, amplia o universo dos mutantes, garante boas risadas e ótimas cenas de ação. Cable é animal, e mostra que Josh Brolin é capaz de elevar o nível de qualquer personagem, não só o de Thanos. Dominó (Zazie Beetz) funciona bem e seu poder de "ter sorte" funciona bem nas telas. E, curiosamente, o roteiro vai além das piadas e cenas de ação e permite que os personagens tenham um pouco mais de profundidade do que vimos acontecer no primeiro filme.

    Na trama, Wade Wilson (Ryan Reynolds) voltou a viver com o amor de sua vida, Vanessa (Morena Baccarin), e se tornou um herói internacional à caça de diversos criminosos ao redor do mundo. Quando um combatente do futuro volta para acertar as contas com um vilão em potencial, os caminhos de Deadpool e de Cable (Josh Brolin) se cruzam.

    O roteiro é simples, mas bem amarrado. As cenas de ação são muito bem filmadas e o humor é constante, embora o timing do primeiro seja melhor nesse quesito. A violência diminuiu um pouco, apesar de continuar presente, mas as lutas estão ainda maiores e melhores. O longa continua como uma boa comédia de ação, com direito a participações especiais, conversa com os espectadores e zoeiras com concorrentes.

    Outro lado bom é que as atuações continuam convincentes, Morena está bem no papel de Vanessa, embora ela não consiga causar o mesmo impacto do primeiro longa. Ryan Reynolds é Deadpool, simples assim. O longa ainda tem algumas boas cenas com coadjuvantes. Brianna Hildebrand merecia mais espaço como Míssil Adolescente Megassônico. Stefan Kapicic continua divertido como o paladinesco Colossus e Zazie Beetz manda muito bem como Dominó.

    Interessante dessa sequência é que o filme quase consegue evitar o confronto final épico que vemos em todos os longas do tipo. A última luta é a maior do filme e possui muitos personagens envolvidos e bastante ação, mas está longe de ser algo gigantesco como aconteceu no primeiro filme, cujo final mudava demais o tom da narrativa. Ponto para o diretor David Leitch, que mostra que Atômica e De Volta Ao Jogo não foram acertos por acaso.

    Se você, como eu, é fã de X-Men, vai adorar momentos que lembram muito combates dos quadrinhos e desenhos animados, sem falar na participação de um vilão muito interessante e representado da maneira correta, finalmente. E se você leu X-Force ou histórias com eles, certamente vai se empolgar ao ver o grupo em ação.

    Mais focado na ação do que o primeiro, Deadpool 2 mantém a zuera como parte integrante do roteiro, que toma certas liberdades para fazer as coisas fluírem, é verdade, mas é algo consciente. Embora o humor não esteja tão redondo e, de fato, seja menos adulto do que o original, o filme acerta a mão em outros pontos que deixaram a desejar anteriormente e por isso é, no mínimo, tão divertido e interessante quanto o primeiro. E dizer que é até melhor não seria um exagero.

    Então vá ao cinema e aproveite a pancadaria, só lembre de deixar as crianças em casa dessa vez.



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