DESAPARECIDOS (2011)

DESAPARECIDOS (2011)

(Desaparecidos)

2011 , 73 MIN.

Gênero: Terror

Estréia: 09/12/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Schürmann

    Equipe técnica

    Roteiro: David Schürmann, Rafael Blecher

    Produção: David Schürmann, Gabriela Tocchio

    Fotografia: Todd Southgate

    Estúdio: Schurmann Film Company

    Distribuidora: Schurmann Film Company

    Elenco

    Adriana Veraldi, André Madrini, Charlene Chagas, Fernanda Peviani, Francisco Carvalho, Nathália Vidall, Pedro Urizzi

  • Crítica

    05/12/2011 16h00

    Desaparecidos é um filme de suspense/horror, mas seu melhor momento é cômico e se dá quando o filme já acabou e os créditos sobem na tela - para alívio do espectador. Lemos um agradecimento a todos “aqueles que contribuíram para esse projeto inovador”. Hã? Inovador? Isso é tudo aquilo que o filme não é. Trata-se, sim, de uma tentativa malsucedida (e põe malsucedida nisso) de se fazer no Brasil os famigerados mockumentaries, filmes em forma de documentário, mas que na verdade não são reais.

    Dirigido por David Schurmann (O Mundo em Duas Voltas) e estrelado por atores desconhecidos, é o primeiro longa brasileiro com ambição de repetir sucessos de público como A Bruxa de Blair, Cloverfield - Mosntro e Atividade Paranormal. Além da estética, tem em comum o baixo orçamento. Foi rodado com R$ 55 mil, sem Lei de Incentivo e com divulgação realizada pela internet. As comparações param por aqui.

    Schürmann e sua equipe foram céleres em desenvolver uma campanha de marketing lançando perfis de personagens fictícios no Facebook. Cuidavam e atualizavam os perfis com postagens constantes. Tempos depois, um desses personagens convidou seus amigos virtuais para a festa “Luz, Câmera, Party”, a ser realizada em Ilhabela, no litoral paulista. Os escolhidos receberam em casa uma câmera de vídeo que deveria ser usada pelos convidados o tempo todo, pendurada no pescoço por um cordão. Tudo, claro, não passava de fantasia. Somente os personagens fictícios postaram mensagens no Facebook confirmando que receberam o convite e, assim, estava pronto o cenário virtual para o desenrolar de Desaparecidos.

    Seguimos, então, a trajetória do grupo que desaparece durante a festa por meio de imagens captadas “por eles mesmos”, com a câmera-convite. Para passar a sensação de amadorismo, foi realizado todo um trabalho para “sujar” as imagens com interferências digitais. Tudo desnecessário, repetitivo e irritante. Nem mesmo a pior das câmeras digitais amadoras, usadas em condições extremas, falharia tanto como os produtores do filme supõem.

    Faltou dedicar ao roteiro – esse “detalhe” tão desprezado hoje – a mesma atenção dada ao marketing. Não teríamos um filme inovador, como ressaltam os créditos do longa, mas ao menos algo palatável. Desaparecidos, no entanto, é difícil de engolir. O espectador não é levado a torcer por nenhum dos personagens e muito menos se identifica com quem quer que seja. Todos são chatos e vazios, mal construídos, e nos levam a torcer pelo serial killer. A cada jovem que sai de cena, um alívio. Nem ao menos ficamos na expectativa de quem será o próximo. Tanto faz, desde que não demore muito.



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