DESCONHECIDO

DESCONHECIDO

(Unknown)

2011 , 113 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 25/02/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jaume Collet-Serra

    Equipe técnica

    Roteiro: Oliver Butche, Stephen Cornwell

    Produção: Andrew Rona, Joel Silver, Leonard Goldberg

    Fotografia: Flavio Martínez Labiano

    Trilha Sonora: John Ottman

    Estúdio: Dark Castle Entertainment, Studio Babelsberg Motion Pictures, StudioCanal

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Aidan Quinn, Bruno Ganz, Diane Kruger, Frank Langella, January Jones, Karl Markovics, Liam Neeson, Mido Hamada, Sebastian Koch

  • Crítica

    16/02/2011 12h09

    O autor do livro é francês. O diretor, espanhol. O ator pricipal nasceu na Irlanda, e toda a ação se passa na Alemanha. Mas não se engane: nestes tempos globalizados, Desconhecido’ é o típico filme de suspense com jeitão norte-americano.

    Tudo começa com o Dr. Martin Harris (Liam Neeson, convincente) e sua esposa Elizabeth (January Jones) chegando a Berlim para uma importante conferência mundial de Biotecnologia. Um acidente de carro, porém, põe o Dr. Harris em coma durante quatro dias. Ao acordar, toda sua vida está do avesso: é como se ele nunca tivesse existido. E é melhor não dizer mais nada.

    O bom e velho tema do homem solitário e indefeso lutando contra tudo e contra todos em busca da própria identidade, tendo uma bela capital europeia e uma intriga de espionagem internacional como panos de fundo, geralmente rendem bons filmes. Hitchcock que o diga. E este Desconhecido não faz feio. Uma ou outra forçada de barra no roteiro, uma ou outra cena de correrra e/ou pancadaria desnecessária aqui e ali (afinal, um dos produtores é Joel Silver, de Duro de Matar e Máquina Mortífera) não são suficientes para tirar os méritos do filme, que tem tudo para agradar tanto aos fãs de uma boa trama, como a quem prefere somente a correria.

    E entre estes méritos destaca-se a marcante presença do grande ator alemão Bruno Ganz (o Hitler de A Queda), no impagável papel de um ex-agente da antiga Alemanha Oriental. É antológica sua fala que classifica os alemães como um povo que “adora esquecer”, que já esqueceu que foi nazista e agora tenta esquecer que foi comunista. Ou sobre um antigo cigarro que, de tão ruim, “matou mais comunistas que Stalin”. Seu embate final com outro veterano de Guerra Fria – vivido por Frank Langella – é um dos pontos altos do filme.

    Diane Kruger (de Bastardos Inglórios) como uma imigrante ilegal e um Aidan Quinn incrivelmente fora de forma também contribuem para a qualidade desta boa coprodução entre EUA, Reino Unido, França e Alemanha. Pode não ser genial, são evidentes alguns pontos em comum com A Identidade Bourne, mas é totalmente eficiente no quesito “entretenimento que respeita o público”.

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