DESENROLA

DESENROLA

(Desenrola)

2010 , 88 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 14/01/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rosane Svartman

    Equipe técnica

    Roteiro: Juliana Lins, Rosane Svartman

    Produção: Clélia Bessa

    Fotografia: Dudu Miranda

    Trilha Sonora: Bruno Levinson

    Estúdio: Globo Filmes, Raccord Produções

    Distribuidora: Downtown Filmes

    Elenco

    Claudia Ohana, Daniel Passi, Ernesto Piccolo, Heitor Martinez, Jorge Sá, Juliana Paes, Juliana Paiva, Kayky Brito, Letícia Spiller, Lucas Salles, Marcela Barroso, Marcelo Novaes, Olivia Torres, Pedro Bial, Roberta Rodrigues, Vitor Thiré

  • Crítica

    27/12/2010 15h56

    A comparação é inevitável. O longa carioca Desenrola, de Rosane Svartman, remete imediatamente ao filme paulista As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky, que levou mais de 300 mil pessoas aos cinemas em 2010. Afinal, ambos falam com o público adolescente, assim como o ótimo gaúcho Antes que o Mundo Acabe. De certa forma, o cinema brasileiro está aprendendo a se comunicar com o público jovem, que é o grande (e até então esquecido) consumidor de filmes, pipocas e refrigerantes do mercado cinematográfico.

    Porém, ainda que se destinem a públicos parecidos, enfocando universos semelhantes, são abissais as diferenças entre Desenrola e As Melhores Coisas do Mundo. Pode-se dizer que o primeiro é mais descontraído, de roteiro mais leve e direção fortemente influenciada pela estética televisiva. Enquanto o segundo é mais elaborado, tanto formal quanto tematicamente. Desenrola é mais desencanado. As Melhores Coisas do Mundo é mais cerebral. Ou, enfim, Desenrola é carioca; As Melhores Coisas do Mundo é paulista. E não vai aí nenhum juízo de valor ou preconceito: são simplesmente questões culturais de caráter regional que, sim, explodem na tela, cada qual à sua maneira.

    Desenrola tem sua trama focada na garota Priscila (Olivia Torres, ótima), de 16 anos, que vê o leque de possibilidades de sua vida se abrir escancaradamente por um período de 20 dias. Motivo: sua mãe (Claudia Ohana) precisa viajar e vai deixar a menina sozinha em casa. É o momento ideal para Priscila tentar se decidir se vai perder sua virgindade com o surfista sarado, com o amigão da escola, ou com alguém que talvez ela ainda nem conheça. Ou seja, nada que as antigas comédias românticas protagonizadas por Molly Ringwald já não tenham feito nos anos 80. Mas aqui com uma releitura carioca contemporânea que inclui praias, surf, luau, alguma (leve) discussão sobre gravidez e – claro – muito bom humor.

    O maior mérito do filme se apoia em seu jovem, descontraído, divertido e convincente elenco. O maior problema está no apego excessivo a certos cânones televisivos de enquadramento, ritmo, direção e estilo que por vezes tiram a espontaneidade do que deveria ser um filmes descontraído sobre jovens. Causa estranheza também a dispensável participação de Pedro Bial, no papel de um professor, que conversa com seus alunos como se estivesse comandando o infame Big Brother.

    De qualquer maneira, é mais do que bem-vinda a empreitada de Rosane Svartman no sentido de se unir àqueles cineastas e produtores que visam, na medida do possível, cativar o jovem brasileiro para o nosso cinema, num louvável esforço de formação de plateia. Desenrola tem linguagem popular e – se bem lançado – deve encontrar seu público.

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