DIÁRIO DE UM BANANA - DIAS DE CÃO

DIÁRIO DE UM BANANA - DIAS DE CÃO

(Diary of a Wimpy Kid: Dog Days)

2012 , 94 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 02/11/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Bowers

    Equipe técnica

    Roteiro: baseados no livro de Jeff Kinney, Gabe Sachs, Maya Forbes, Wallace Wolodarsky

    Produção: Bradford Simpson, Nina Jacobson

    Fotografia: Anthony B. Richmond

    Trilha Sonora: Ed Shearmur

    Estúdio: Color Force, Fox 2000 Pictures, TCF Vancouver Productions, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Alf Humphreys, Amitai Marmorstein, Amy Esterle, Andrew McNee, Anne Openshaw, B.J. Harrison, Bronwen Smith, Bryce Hodgson, Cameron K. Smith, Cameron Mitchell Jr., Christopher De-Schuster, Collin MacKechnie, Connor Fielding, Dalila Bela, Danielle Hartnett, David Palacio, Dawn Chubai, Devon Bostick, Doug Abrahams, Elise Gatien, Emily Holmes, Frank C. Turner, Gerry Durand, Grayson Russell, Ian Thompson, James O'Sullivan, Jared Abrahamson, Jeff Kinney, John Shaw, Joshua Ballard, Karan Brar, Keith MacKechnie, Kevin James, Kyle Cassie, Laine MacNeil, Latonya Williams, Mark Steinberg, Matt Mazur, Matteo Stefan, Melissa Roxburgh, Melody B. Choi, Nicole Fraissinet, Owen Fielding, Paul Fisher, Peyton List, Phil Hayes, Rachael Harris, Reese Alexander, Roan Curtis, Robert Capron, Russell Roberts, Shannon Guess, Simon Chin, Sofia Bowers, Steve Zahn, Sydney Wong, Terence Kelly, Tom Stevens, Wanda Ayala, Zachary Gordon

  • Crítica

    27/10/2012 15h30

    Inspirada na bem-sucedida série de livros Os Diários de Greg, de Jeff Kinney, os filmes da franquia Diário de Uma Banana têm perdido fôlego desde sua estreia em 2010. O segundo longa, Rodrick É o Cara, lançado ano passado, já se mostrava inferior ao original. Estranhamente, a estreia da série foi direto para DVD, enquanto as sequências ganharam as telas de cinema.

    Semelhante ao televisivo Todo Mundo Odeia o Chris, na qual um garoto narra suas desventuras escolares em primeira pessoa, Diário de Um Banana se diferencia por adotar humor mais ingênuo, ao melhor estilo Disney (o filme é da Fox), voltado exclusivamente para os pré-adolescentes.

    Desta vez o personagem central, o adolescente Greg Heffley, está em férias escolares. Sua ideia de descanso é passar os dias em casa jogando videogame. Seu pai, no entanto, pensa diferente e quer vê-lo praticando atividades físicas. Se não bastasse, sua paixão, Holly (Peyton List), pretende passar o o hiato como professora voluntária de crianças num clube de tênis.

    Para sorte de Greg, os pais do seu melhor amigo, Rowley (Robert Capron), são sócios do tal clube e ele encontra a chance ideal de ludibriar o pai e ficar próximo à amada. O problema é que seu irmão mais velho, Rodrick (Devon Bostick), começa a chantageá-lo por estar interessado na irmã de Holly, uma patricinha metida à besta que está prestes a comemorar seus 17 anos.

    O principal problema do filme em relação aos antecessores é que ele simplesmente não é engraçado o suficiente, apelando para fórmulas pra lá de batidas para tentar arrancar risos dos espectadores. A tirada do menino que perde o short de banho e passa o dia na piscina sem poder sair não é o que podemos chamar de algo engraçado hoje em dia. Nem faz muito sentido na trama. E assim seguem outras tentativas de se fazer humor nada originais e criativas.

    No mais, Greg nunca foi um personagem particularmente simpático, mas funcionava quando criança. O menino cresceu e, agora, suas caras e bocas diante das situações hilárias que vive perderam a força cômica. Uma forma de compensar isso seria explorar a maturidade do personagem e sua relação com o pai, que cobra dele uma atitude mais adulta. Mas isso não é desenvolvido a contento pelo roteiro, que mantém a a mesma essência pueril dos primeiros episódios.

    Os dois filmes anteriores ainda tinham o mérito de jogar por terra o famigerado bullying e suas supostas consequências nefastas. Estes divertiam ao lembrar-nos que as diferenças existem, que o ser humano não sabe lidar bem com elas, tem dificuldade de aceitá-las, e isso inevitavelmente gera conflitos. E desses embates – muito comuns nos tempos de escola – tiramos ensinamentos para enfrentar o mundo. Neste sentido, Diário de Um Banana – Dia de Cão é adicionalmente frustrante porque nem disso trata.


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