DIÁRIO DE UMA LOUCA

DIÁRIO DE UMA LOUCA

(Diary Of A Mad Black Woman)

2005 , 116 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Darren Grant

    Equipe técnica

    Roteiro: Tyler Perry

    Produção: Reuben Cannon, Tyler Perry

    Fotografia: David Claessen

    Trilha Sonora: Camara Kambon

    Elenco

    Cicely Tyson, Kimberly Elise, Lisa Marcos, Shemar Moore, Steve Harris, Tamara Taylor, Terrell Carter, Tiffany Evans, Tyler Perry

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Ao contrário do que parece ser, Diário de Uma Louca não é um filme genuinamente cômico. O apelo da história é mais dramático, com algumas descompromissadas tiradas engraçadas, feitas em sua maioria pelo casal de velhos Madea e Joe, ambos interpretados por Tyler Perry - também roteirista e produtor. E mesmo essas tiradas supostamente cômicas não funcionam entre o público brasileiro por serem americanizadas demais. Provavelmente por isso o filme não deve fazer tanto sucesso quanto fez nos EUA: Diário de Uma Louca custou pouco mais de US$ 5 milhões e rendeu por lá dez vezes esse valor.

    A trama gira em torno de Helen McCarthy (Kimberly Elise), uma quarentona que tinha tudo o que uma mulher desejaria: uma ótima casa e um marido rico, o advogado Charles (Steve Harris). Porém, essa fachada só esconde um casamento infeliz que já dura 18 anos, sem filhos. Pra piorar, ele a trata como lixo e admite ter um caso com uma mulher mais jovem e desequilibrada, levando-a para morar junto e expulsando Helen à força.

    Vendo seu mundo desabar, a protagonista volta a viver com sua avó Madea e seu primo Brian (também interpretado por Tyler Perry). Aos poucos, ela vai se reerguendo da dor de ver seu casamento desmoronar, juntando dinheiro com o trabalho como garçonete e flertando com o operário Orlando (Shemar Moore), revivendo o prazer de encontrar uma paixão, dessa vez correspondida. Mas, para Helen, somente reestruturar sua vida não é o bastante. Mesmo sem querer receber um tostão do marido, ela pretende se vingar a qualquer custo.

    E haja paciência. O que é aquela cena patética do coro na igreja, completamente adversa ao restante do filme? O diretor Darren Grant, que só tinha no currículo o clipe de Survivor, do grupo feminino Destiny's Child, é péssimo na sua função. O roteiro de Diário de Uma Louca não tem uma espinha dorsal, muito menos harmonia entre as díspares cenas de comédia e drama. O único resquício de criatividade do filme - as discussões sobre religião, racismo e fidelidade que o roteiro, adaptado de peças teatrais criadas pelo próprio Perry - escorrem ralo abaixo com a direção de Grant.

    Diário de Uma Louca é repleto de lições pobres de espírito e mau gosto - além de um romance chocho que apimentaria a trama. A única possibilidade de encará-lo é não levá-lo a sério. Ou ser norte-americano.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus