DIDI - O CAÇADOR DE TESOUROS

DIDI - O CAÇADOR DE TESOUROS

(Didi - O Caçador de Tesouros)

2005 , 84 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcus Figueiredo, Paulo Aragão

    Equipe técnica

    Roteiro: Flávio de Souza

    Produção: Diler Trindade

    Fotografia: Cezar Moraes

    Trilha Sonora: Mu Carvalho

    Estúdio: Diler Produções

    Elenco

    Cecil Thiré, Eduardo Galvão, Francisco Cuoco, Grazielli Massafera, João Paulo Bienemann, Lívian Taranto Aragão, Miguel Thiré, Mussunzinho, Renato Aragão, Sérgio Hondjakoff

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Didi - O Caçador de Tesouros tenta ser uma comédia infantil, mas passa longe disso. Para os espectadores com mais de 20 anos que cresceram assistindo aos filmes dos Trapalhões no cinema e/ ou na TV, o filme protagonizado por Renato Aragão causa tristeza por ser tão enfadonho, ao contrário de suas produções nos anos 80. É mais uma das muitas provas que sua hegemonia como comediante infantil está indo embora.

    A trama de Didi - O Caçador de Tesouros é o que chamamos popularmente de "sem pé nem cabeça". Apesar do grupo humorístico não existir desde o começo dos anos 90, Aragão ainda carrega o estigma do personagem Didi que, neste filme, é o mordomo de Dr. Samuel Walker (Cecil Thiré), pai de Pedro (João Paulo Bienemann), menino de 10 anos que é o grande companheiro de aventuras de Didi. Ao achar um mapa em um velho álbum de fotos, Didi e Pedro vão a um misterioso hotel abandonado, no interior de São Paulo. Lá, procuram pelo paradeiro do tesouro, e, também, por pistas sobre a história do avô de Pedro, um tenente da força aérea britânica que morreu no fim da Segunda Guerra Mundial.

    Nesse hotel, temos um desfile de fantasmas da época do avô do protagonista. Além dos vilões-fantasmas - cujo líder é vivido por Eduardo Galvão -, temos os funcionários do hotel, incluindo Ana (Grazielli Massafera), par romântico de Didi.

    Como já é tradicional em se tratando dos filmes protagonizados por Aragão, a popularidade dos "atores" fala mais alto do que seus dotes interpretativos. Grande exemplo disso é a presença de Grazielli Massafera no elenco, cujo currículo é abrilhantado pela participação num reality show. O que não seria nada mau caso tivesse algum talento na interpretação, mas não é o caso. Por incrível que pareça, este não é o maior problema de Didi - O Caçador de Tesouros. Alguns, como de direção e roteiro, são capazes de influenciar muito mais no julgamento de qualquer espectador.

    A pergunta que sempre fica nesses casos é: que tipo de pessoa ainda se move ao cinema para assistir a um filme como Didi - O Caçador de Tesouros? Honestamente, não foi agora que entendi. Mas a produção, ou mesmo o personagem, ainda deve ter seu carisma. Afinal, não é à toa que se faz filmes no Brasil com tantas dificuldades. Portanto, não é a crítica que deve responder à minha pergunta, mas sim os espectadores.

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