DIRIGINDO NO ESCURO

DIRIGINDO NO ESCURO

(Hollywood Ending)

2002 , 112 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Woody Allen

    Equipe técnica

    Roteiro: Woody Allen

    Produção: Letty Aronson

    Fotografia: Wedigo von Schultzendorff

    Estúdio: DreamWorks SKG

    Elenco

    Aaron Stanford, Amanda Jacobi, Debra Messing, Erica Leerhsen, Fred Melamed, Greg Mottola, Jeff Mazzola, Joel Eidelsberg, Joseph Rigano, Kenneth Edelson, Mark Rydell, Mark Webber, Mary Schmidtberger, Maurice Sonnenberg, Ray Garvey, Reiko Takahashi, Robert Lloyd Wolchok, Rochelle Oliver, Ruth Last, Sarah Polen, Scott Wolf, Steve Hurwitz, Téa Leoni, Ted Neustadt Peter Gerety, Tiffani-Amber Thiessen, Treat Williams, Woody Allen

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Woody Allen ataca novamente. E desta vez ele atira sua metralhadora giratória contra a própria indústria cinematográfica na comédia Dirigindo no Escuro. A história é simples, direta e divertida: Allen interpreta Val Waxman, um cineasta decadente que graças à influência de sua ex-mulher consegue ser contratado para dirigir um filme importante. O problema é que exatamente na véspera de iniciar seu novo trabalho, Waxman fica repentinamente cego. A princípio o fato poderia significar o fim da carreira do já combalido cineasta, mas seu agente o convence a dirigir assim mesmo, sem enxergar nada. "Afinal, você já viu os filmes que estão fazendo hoje em dia?", pergunta.

    É a partir desta cômica e surrealista situação que Allen monta o seu painel sarcástico contra a Hollywood de hoje. As referências se sucedem. Seu personagem propõe fazer um filme em preto e branco, mas a idéia é instantaneamente rejeitada pelos produtores, numa clara brincadeira ao hoje clássico Manhattan, do próprio Allen. Entre seus diálogos ágeis e ferinos, ele pergunta: "Por que o país ficou repentinamente estúpido? Minha teoria é: fast food". E por aí vai.

    Dirigindo no Escuro é um típico Woody Allen, com seus diálogos supersônicos e muito jazz na trilha sonora. Difere, porém, a fotografia, que desta vez explora uma forte luz estourada em tons alaranjados. Seria uma referência à eternamente ensolarada Califórnia? Como quase sempre acontece nos filmes de Allen, Dirigindo no Escuro também foi um fracasso nos EUA, onde faturou pouco mais de 1/4 de seu custo de US$ 16 milhões. Por quê? Por causa do fast food, talvez.

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