DIVÃ

DIVÃ

(Divã)

2009 , 93 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 17/04/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • José Alvarenga Jr.

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcelo Saback

    Produção: Iafa Britz, Marcos Didonet, Vilma Lustosa, Walkiria Barbosa

    Fotografia: Nonato Estrela

    Trilha Sonora: Guto Graça Mello

    Elenco

    Alexandra Richter, Cauã Reymond, Elias Gleizer, José Mayer, Lília Cabral, Paulo Gustavo, Reynando Gianecchini

  • Crítica

    17/04/2009 00h00

    O trailer de Divã engana: parece uma comédia rasgada, mas não é. Embora tenha cenas engraçadas e busque o tom de comédia o tempo todo, trata-se de um drama que, no entanto, não se permite cair na melancolia do gênero, pelo contrário. E, embora irregular, o filme tem seu valor ao encarar de forma tão digna o drama, sem exagerar ou forçar a barra na hora de aplicar camadas de humor.

    José Alvarenga Jr. (Os Normais - O Filme) dirige a adaptação da peça homônima, vista por mais de 175 mil pessoas ao longo de três anos, que, por sua vez, tem seu texto original o livro também de mesmo nome escrito pela gaúcha Martha Medeiros. O foco está em Mercedes (Lilia Cabral, que também protagonizou a peça e é co-roteirista do filme), uma mulher de 40 e poucos anos que está casada há 20 com Gustavo (José Mayer). O casamento é estável, bem como o relacionamento com os filhos. Quando ela começa a freqüentar sessões de terapia - está aí o motivo do nome da obra -, Mercedes resolve se reinventar. Começa a sair com um bonitão mais novo (vivido por Reynaldo Gianecchini), pede o divórcio, compra novas roupas.

    Como qualquer tipo de ruptura, existe a dor, mas também existe a superação e é nesse segundo elemento que Divã prefere focar. Em tom de fábula - tom que acaba caindo no inverossímil em alguns momentos, como quando a protagonista resolve levar adiante um caso -, o filme dialoga melhor com o público feminino, não necessariamente sendo restrito à faixa etária ou ao nível social de Mercedes. A personagem levanta questões que são mais intrínsecas à existência feminina em si do que à idade. Embora tenha momentos melancólicos, Divã ainda passa aquela mensagem esperançosa e cheia de boas intenções que grande parte dos espectadores gosta de ver no cinema.

    Para que esse diálogo entre o filme que o espectador exista, é imprescindível a atuação de Lilia Cabral, que conhece a personagem melhor do que qualquer outra atriz por conta dos três anos que vivenciou o papel nos palcos. Vale lembrar também a química travada entre ela e Alexandra Richter, com quem atuou na peça. Embora desconhecida, Alexandra dividiu o palco com Lilia e esse tipo de química desenvolvida entre as duas é levada à tela. Algumas passagens deveras fantasiosas e inverossímeis de Divã nessa jornada da protagonista pelo autoconhecimento podem tornar o longa regular, mas ele é capaz de se comunicar com o grande público principalmente por conta do carisma de Lilia.

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